Setor agroalimentar está entre as áreas prioritárias de missão empresarial que busca aproximar empresas brasileiras e italianas
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Foto: ApexBrasil.

O agronegócio brasileiro está entre os setores que podem encontrar novas oportunidades comerciais com a aproximação entre Brasil, Itália e União Europeia após o acordo Mercosul-UE. Nesse contexto, o setor agroalimentar entrou na lista de áreas prioritárias da primeira Missão Brasil-Itália realizada após a assinatura do acordo, que reúne mais de cem empresários.

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Além disso, a missão concentra esforços em transição energética e infraestrutura sustentável, tecnologias digitais, máquinas e engenharia de plantas e setores farmacêutico e médico. Dessa forma, a agenda busca aproximar empresas e transformar a nova relação comercial em negócios, investimentos e parcerias.

Para o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, é necessário ampliar as ações de promoção comercial. Segundo ele, o acordo pode ajudar empresas brasileiras a buscar novos negócios em um cenário internacional de maior incerteza.

“Temos a responsabilidade de intensificar a promoção comercial e transformar o Acordo Mercosul-União Europeia em mais negócios, mais investimentos e mais oportunidades para as empresas brasileiras. Vivemos um momento de incerteza e fragmentação no cenário internacional, e o acordo é justamente a antítese disso. Ele traz previsibilidade, aproxima mercados e reforça a confiança entre parceiros comerciais”, destacou.

Agroalimentar entra no foco da missão

Nesse movimento, o setor agroalimentar aparece entre as áreas de interesse comum. Por isso, a missão inclui empresas ligadas à cadeia de alimentos entre os segmentos que os dois países pretendem aproximar.

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O presidente da Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas (ICE/ITA), Matteo Zoppas, também apontou oportunidades em diferentes setores. “Há oportunidades para empresas de setores como transição energética, agroalimentar, tecnologias digitais, maquinário e farmácia e saúde“, afirmou.

Além do setor agroalimentar, Zoppas explicou que a agência italiana pretende conectar empresas de diferentes portes a novos clientes no Brasil. Para isso, a ICE/ITA busca atuar em conjunto com a ApexBrasil e aproximar empresas, investidores e parceiros comerciais.

Por sua vez, Müller defendeu uma atuação mais integrada entre as duas instituições. “É fundamental trabalharmos de forma cada vez mais integrada entre ApexBrasil e a ICE/ITA. A ApexBrasil está aqui para apoiar as empresas, ampliar as oportunidades e fortalecer uma parceria de longo prazo que é estratégica para os nossos dois países”, afirmou.

Aproximação também envolve barreiras comerciais

Além da busca por novos negócios, os representantes dos dois países discutiram formas de facilitar o comércio. Nesse sentido, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, defendeu esforços para reduzir barreiras tarifárias e regulatórias.

De acordo com Tajani, a aproximação com o Brasil também faz parte da estratégia italiana de diversificação comercial. Assim, o acordo Mercosul-UE passa a integrar uma agenda mais ampla de aproximação entre os mercados.

Ao mesmo tempo, empresas dos dois países ainda precisam esclarecer pontos do acordo. O presidente da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo, Grazziano Messana, destacou essa necessidade durante a missão.

“Um dos papéis desta missão é justamente esclarecer esses pontos e apontar caminhos viáveis para negócios concretos”, explicou.

Missão segue para outras cidades

Depois da agenda em São Paulo, a Missão Brasil-Itália segue com reuniões, palestras e debates em Brasília (DF), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Nessas etapas, as atividades continuam concentradas nos cinco setores definidos pela missão: agroalimentar, transição energética e infraestrutura sustentável, tecnologias digitais, máquinas e engenharia de plantas e os segmentos farmacêutico e médico.

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Com o agroalimentar entre as áreas prioritárias, a missão busca aproximar empresas brasileiras e italianas e criar condições para novos negócios após o acordo entre Mercosul e União Europeia.