Resumo da notícia
- Os preços da batata, cebola, alface e mamão caíram mais de 10% em agosto no atacado, impulsionados pelo aumento da oferta nas principais regiões produtoras.
- O tomate e a cenoura tiveram alta, com o tomate valorizado em 18,13% devido à redução da oferta após o pico da safra de inverno.
- Exportações de frutas e hortaliças cresceram 10,6% nos primeiros oito meses de 2026, atingindo faturamento de US$ 1,01 bilhão, alta de 20% na comparação anual.
Os preços da batata, da cebola, da alface e do mamão caíram mais de 10% na média dos valores de comercialização no atacado em agosto. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou os dados no 9º Boletim Hortigranjeiro, publicado nesta terça-feira (22).
A batata registrou queda de 11,6% na média ponderada das Ceasas monitoradas e encerrou o mês com valor médio de R$ 2,63 por quilo. O preço caiu em todas as centrais avaliadas. Rio Branco (AC) teve a maior redução, de 46,35%, seguido por São José (SC), com 25,66%, Curitiba (PR), com 22,83%, e Rio de Janeiro (RJ), com 20,33%.
Segundo a Conab, o aumento da oferta ajudou a reduzir as cotações. Mesmo assim, os preços permaneceram acima dos níveis registrados no mesmo período de 2025.
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Cebola e alface também recuam
A cebola ficou mais barata em nove das dez Ceasas analisadas e apresentou queda de 13,8% na média ponderada. Minas Gerais e São Paulo ampliaram os envios para as centrais e, juntos, responderam por 50% do volume comercializado.
As maiores reduções ocorreram em Recife (PE), com 25,45%, Rio de Janeiro (RJ), com 18,21%, e Curitiba (PR), com 17,32%.
Já a alface teve queda de 14,8% na média ponderada. O preço recuou em seis Ceasas, com destaque para o Rio de Janeiro, onde a redução chegou a 31,22%. Em Recife, porém, houve alta de 15,45%.
Embora a oferta da hortaliça tenha diminuído 4,3% em relação a julho, a safra de inverno atendeu à demanda. Além disso, as chuvas em algumas regiões produtoras não afetaram significativamente a produção e a colheita.
A cenoura teve pequena alta de 0,88% na média ponderada, enquanto o tomate apresentou valorização de 18,13%. No caso do tomate, a redução da oferta após o pico da safra de inverno contribuiu para a alta.
Mamão cai com aumento da oferta
Entre as frutas, o mamão apresentou queda de 10,9% na média ponderada e ficou mais barato em 70% dos entrepostos monitorados. Vitória (ES) registrou a maior redução, de 43,74%, seguida por São Paulo (SP), com 23,20%.
O aumento da oferta das variedades formosa e papaya contribuiu para o recuo. Os envios do sul da Bahia e do norte do Espírito Santo também cresceram.
A comercialização de frutas nas Ceasas aumentou 4,5% em agosto. A melancia caiu 3,24%, enquanto a laranja recuou 0,95%. Por outro lado, a maçã subiu 2,72% e a banana avançou 4,32%.
Exportações avançam
Nos primeiros oito meses de 2026, as exportações de frutas e hortaliças somaram 789 mil toneladas, alta de 10,6% sobre o mesmo período de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O faturamento chegou a US$ 1,01 bilhão, crescimento de 20% na comparação anual.
O boletim também reúne informações sobre a gestão de resíduos sólidos orgânicos nas Ceasas e as possibilidades de aproveitamento desses materiais dentro da economia circular. A publicação integra o Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) e acompanha preços e volumes comercializados nas principais centrais de abastecimento monitoradas pela Conab.