Resumo da notícia
- A safra brasileira de café em 2026 deve atingir 67,6 milhões de sacas, um crescimento de 19,6% em relação a 2025, impulsionado pela bienalidade positiva do café arábica.
- As exportações brasileiras de café alcançaram 4,155 milhões de sacas em agosto de 2026, gerando US$ 1,331 bilhão e mantendo o país como destaque no comércio internacional.
- Apesar de queda de 2,31% no consumo interno em 2025, o café permanece em 98% dos lares brasileiros, reforçando a importância do mercado doméstico para a cadeia produtiva.
Celebrado em 1º de outubro, o Dia Internacional do Café destaca uma das bebidas mais consumidas no mundo e uma cadeia produtiva de grande importância para o agronegócio brasileiro. Em 2026, a data ganha ainda mais relevância diante dos números da produção, das exportações e do consumo.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de café deve alcançar 67,6 milhões de sacas de 60 quilos em 2026. O volume representa crescimento de 19,6% em relação a 2025 e marca a maior produção da série histórica da companhia.
O resultado ocorre em um ano de bienalidade positiva para o café arábica. A Conab estima 48,2 milhões de sacas de arábica, enquanto o café conilon deve alcançar 19,4 milhões de sacas.
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Exportações de café movimentam o mercado
Além da produção, o mercado externo mantém forte participação na cadeia cafeeira. Em agosto de 2026, o Brasil exportou 4,155 milhões de sacas, o maior volume já registrado para o mês.
As vendas externas movimentaram US$ 1,331 bilhão no período. De janeiro a agosto, os embarques chegaram a 25,073 milhões de sacas, destinadas a 119 países.
O café arábica respondeu por 17,863 milhões de sacas no acumulado do ano. Já os cafés conilon e robusta somaram 4,339 milhões de sacas.
Esse desempenho mantém o café brasileiro em posição de destaque no comércio internacional. Ao mesmo tempo, as exportações movimentam produtores, cooperativas, indústrias, transportadoras e outros segmentos ligados à cadeia.
Consumo mantém café presente nos lares brasileiros
O mercado interno também sustenta a atividade. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), os brasileiros consumiram 21,409 milhões de sacas de café industrializado em 2025.
O volume recuou 2,31% em relação ao período anterior. Ainda assim, o café continua presente na rotina dos brasileiros. Segundo a ABIC, a bebida estava em 98% dos domicílios do país em 2025.
Por isso, o consumo interno continua importante para a cadeia, desde a produção e o beneficiamento até a indústria e o varejo.
Preços refletem oferta e demanda
Os preços também fazem parte do cenário da cafeicultura em 2026. Em 4 de setembro de 2026, o indicador do café arábica do Cepea/Esalq registrava R$ 1.659,93 por saca de 60 quilos. Na mesma data, o indicador do robusta marcava R$ 976,71.
A chegada da nova safra aumentou a oferta de café no mercado e contribuiu para pressionar as cotações. No entanto, outros fatores também influenciam os preços, como a produção de outros países, os estoques, o câmbio e o comportamento do consumo mundial.
A Conab estima que o consumo global alcance 179,7 milhões de sacas na temporada 2026/27, alta de 3,6% em relação ao ciclo anterior.
Café brasileiro chega a milhões de consumidores
Diante desse cenário, o Dia Internacional do Café representa mais do que uma celebração da bebida. A data também chama atenção para uma cadeia que gera renda no campo, movimenta a indústria e conecta o Brasil ao mercado internacional.
Em 2026, o país combina uma produção recorde com forte participação nas exportações e um mercado interno de grande dimensão. Para o produtor, acompanhar preços, custos, produtividade e comportamento da demanda continua fundamental.
Da lavoura à xícara, portanto, o café reúne tradição, tecnologia, trabalho e mercado. Esses fatores ajudam a definir os resultados de uma das principais cadeias do agronegócio brasileiro.