Resumo da notícia
- Os preços do milho apresentaram pequenas oscilações, com produtores segurando oferta e compradores realizando compras pontuais para evitar estoques maiores.
- As cotações regionais variaram entre R$ 47 e R$ 73 por saca, destacando a importância do produtor acompanhar os preços locais devido a fatores logísticos e de negociação.
- Compradores mantêm postura cautelosa, avaliando estoques e oferta futura, enquanto produtores monitoram o clima e o avanço da semeadura diante dos efeitos do El Niño.
Os preços do milho tiveram pequenas oscilações nas principais regiões acompanhadas pelo mercado nos últimos dias. Nesse cenário, produtores seguram parte da oferta, enquanto compradores fazem negócios pontuais e evitam formar estoques maiores.
Na sexta-feira (25), o indicador do milho do Cepea, baseado nos negócios realizados em Campinas (SP), registrou R$ 69,65 por saca de 60 quilos. A cotação acumulava queda de 0,83% em setembro.
Ao mesmo tempo, o levantamento da AgRural mostrou diferenças entre as regiões. Das 39 praças acompanhadas, 16 registraram queda na comparação semanal, enquanto 12 tiveram alta e 11 permaneceram estáveis.
Durante a semana, Campos Novos apresentou a maior alta, de 2,8%. Por outro lado, Itumbiara e Rio Verde, em Goiás, registraram as maiores baixas, de 3,3%.
Mercado regional tem comportamentos diferentes
As cotações regionais também variaram bastante entre as praças. Segundo a AgRural, os valores em 25 de setembro ficaram entre R$ 47 por saca em Lucas do Rio Verde (MT) e R$ 73 em Campos Novos, Concórdia e Canoinhas, em Santa Catarina.
Essa diferença mostra por que o produtor precisa acompanhar a cotação da própria região. Além do preço de referência, fatores como logística, disponibilidade do produto e condições de negociação influenciam o valor pago em cada praça.
Enquanto isso, o clima continua no radar dos produtores. Conforme o Cepea, depois das chuvas mais intensas no Sul e no Sudeste, os agricultores avançaram com a semeadura. Ainda assim, eles acompanham as condições climáticas para os próximos meses diante dos possíveis efeitos do El Niño.
Compradores mantêm demanda pontual
Do lado da demanda, os consumidores mantêm uma postura mais cautelosa. Segundo o Cepea, parte dos compradores afirma ter estoques para o curto prazo e, por isso, não demonstra pressa para adquirir grandes volumes.
Além disso, os agentes acompanham a disponibilidade de milho no mercado, o ritmo das exportações e o avanço dos trabalhos de campo no Brasil e nos Estados Unidos.
Nesse contexto, os compradores avaliam que uma eventual necessidade de venda por parte dos produtores nas próximas semanas pode aumentar a oferta disponível.
Se esse movimento ganhar força, o maior volume de milho no mercado poderá pressionar as cotações. Por enquanto, porém, os preços seguem com pequenas variações e os negócios avançam de forma seletiva.
Para o produtor, acompanhar os valores praticados na própria praça continua importante, principalmente diante das diferenças registradas entre as regiões.