Alta nos custos de insumos reduz margens no campo e levanta discussões sobre crédito, inadimplência e riscos no setor
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Foto: Divulgação AGCO

A guerra no Irã já começa a gerar reflexos diretos no campo brasileiro. Diante da alta nos custos de insumos essenciais, o Banco do Brasil avalia medidas para apoiar produtores rurais que enfrentam queda nas margens de lucro.

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Desde o início do conflito, produtos como fertilizantes e diesel ficaram mais caros. Como resultado, o custo de produção aumentou e pressionou o caixa de quem depende da atividade rural.

Custos mais altos e menos lucro no campo

Com a disparada dos preços, muitos produtores passaram a operar com margens mais apertadas. Além disso, a instabilidade no cenário internacional aumentou a incerteza sobre os próximos meses.
Diante desse cenário, cresce a preocupação com a sustentabilidade financeira das propriedades, especialmente entre médios e grandes produtores.

Banco avalia medidas, apesar de negar oficialmente

Embora o Banco do Brasil negue oficialmente a adoção de novas medidas, o mercado já discute possíveis ações. Entre elas, aparece a extensão dos prazos de empréstimos, o que permitiria ao produtor adiar parte dos pagamentos.

Caso isso aconteça, muitos produtores ganhariam fôlego no curto prazo. No entanto, essa estratégia também levanta preocupações dentro do próprio sistema financeiro.

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Inadimplência acende alerta

Nos últimos meses, os números já começaram a preocupar. A inadimplência acima de 90 dias subiu de 3,2% para 5,2% entre 2024 e 2025.

Esse avanço ocorreu, principalmente, por causa do agronegócio e do crédito relacionado ao consumo. Por isso, qualquer nova flexibilização precisa considerar o risco de aumento ainda maior nos atrasos.

Pressão sobre o Banco do Brasil

Ao mesmo tempo em que avalia ajudar o setor, o Banco do Brasil também enfrenta seus próprios desafios. A ampliação de crédito ou o alongamento de dívidas pode pressionar o balanço da instituição.

Por esse motivo, o banco estuda alternativas para reforçar seu capital. Entre as possibilidades, surgem discussões sobre venda de ativos e outras estratégias financeiras.

Quando o agro sente, a economia responde

O movimento não acontece por acaso. O Banco do Brasil ocupa hoje a posição de maior financiador do agronegócio no país, o que o coloca no centro desse cenário.

Além disso, o peso do setor na economia explica a preocupação. A agropecuária representa cerca de 6% do PIB brasileiro e, recentemente, respondeu por uma parcela significativa do crescimento econômico.

Dessa forma, quando o agro enfrenta dificuldades, os impactos tendem a se espalhar por toda a economia.