Resumo da notícia
- Caramelo, cavalo símbolo das enchentes de maio de 2024 no RS, pode ter filhotes após a chegada da égua Hora Extra ao hospital veterinário onde vive, iniciando avaliação para reprodução.
- Hora Extra ficará próxima, mas separada de Caramelo, enquanto recebe exames e reforço alimentar para garantir sua aptidão para o cruzamento.
- A iniciativa busca dar continuidade à trajetória de resistência do cavalo, que virou figura pública e símbolo de resiliência após o resgate durante a enchente.
Desde que ficou ilhado sobre o telhado de uma casa durante as enchentes de maio de 2024, Caramelo se tornou conhecido em todo o Brasil. Agora, o cavalo que virou símbolo da tragédia climática no Rio Grande do Sul pode ganhar um novo capítulo em sua história: a possibilidade de ganhar filhotes!
Uma égua chamada Hora Extra chegou nesta semana ao Hospital Veterinário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas (RS), onde Caramelo vive.
A fêmea tem seis anos, pertence à raça Crioula e foi doada por uma cabanha de São Sebastião do Caí (RS).
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Égua ficará próxima, mas separada de Caramelo
Nos primeiros dias, Hora Extra permanecerá em um piquete ao lado do espaço ocupado por Caramelo. A equipe do hospital pretende avaliar a saúde da égua e reforçar sua alimentação antes de decidir se os dois animais poderão ficar juntos.
“Ela vai ficar em um piquete ao lado dele, próximos, mas não juntos, e vamos fazer exames de triagem e reforçar a alimentação. Aparentemente, está em plenas condições”, explica Laura Cezimbra, diretora do hospital veterinário.
Somente depois dessa avaliação os veterinários poderão confirmar se a fêmea está apta para a reprodução.
A raça de Hora Extra já possui forte presença no campo e nas competições. Dados levantados pelo Agro em Campo mostram que os eventos com Cavalos Crioulos cresceram 1.175% nas áreas de expansão da raça entre 2013 e 2025.
Busca por uma parceira começou há cerca de um mês
A procura por uma “namorada” para Caramelo começou há aproximadamente um mês. Na ocasião, a Ulbra informou que o cavalo de 11 anos estava recuperado das consequências da enchente e poderia formar uma família.
A equipe passou, então, a analisar possíveis éguas para o cruzamento. Segundo Laura Cezimbra, a escolha não está relacionada à preservação de uma raça específica, já que Caramelo não possui raça definida.
A proposta apresentada pela universidade é dar continuidade à trajetória do animal e ao significado que ele adquiriu depois do resgate.
“O Caramelo tornou-se uma figura pública e símbolo de resistência e resiliência. Queremos que essas características gerem sempre um impacto social positivo nas pessoas e que tragam essa lembrança de que resistir talvez seja a melhor saída. No caso do Caramelo, a gente sabe muito bem que foi. Esse é seu legado”.
Caramelo ficou ilhado durante as enchentes de 2024
Caramelo ganhou repercussão nacional em maio de 2024, quando foi encontrado sobre o telhado de uma casa em Canoas. Cercado pela água, permaneceu no local durante dias até ser retirado por uma operação de resgate.
Depois de receber atendimento veterinário, o cavalo recuperou a saúde e foi adotado pela Ulbra. Desde então, participou de homenagens e eventos relacionados à mobilização provocada pelas enchentes.