DDG, farelo de soja e sorgo ampliam as opções para alimentação animal e podem fortalecer a competitividade das carnes brasileiras
ração bovina
Foto de Reilly Cook na Unsplash

A ração bovina deve ganhar novas opções nos próximos anos com o avanço do DDG, do farelo de soja e do sorgo no Brasil. Segundo estudo do RaboResearch, (área do Rabobank, responsável por pesquisas e análises sobre o agronegócio e o mercado de alimentos), a diversificação pode reduzir a exposição dos produtores às oscilações de preços e fortalecer a competitividade da carne brasileira.

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A mudança acompanha a expansão dos biocombustíveis e o maior processamento de grãos. Além disso, a alimentação representa 70% a 80% dos custos operacionais dos confinamentos bovinos, segundo o estudo.

Farelo de soja terá maior oferta

O estudo estima que o esmagamento de soja chegue a cerca de 69 milhões de toneladas, com aproximadamente 5 milhões de toneladas adicionais de farelo em relação a 2025.

O avanço está ligado, entre outros fatores, ao crescimento dos biocombustíveis. A Lei do Combustível do Futuro prevê aumento da mistura de biodiesel para 20% até 2030.

DDG amplia alternativas

A expansão do etanol de milho também aumenta a oferta de DDG (grãos secos de destilaria), um coproduto obtido durante a produção do combustível e que pode ser aproveitado na alimentação de bovinos.

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Segundo o estudo, a oferta de DDG cresceu, em média, 21% ao ano nos últimos cinco anos e pode chegar a 8 milhões de toneladas em 2031. Com isso, a indústria ganha mais opções para formular as rações conforme os preços e a disponibilidade dos ingredientes.

Sorgo ganha espaço

A produção brasileira de sorgo pode passar de 6 milhões de toneladas na safra 2025/26 para 10 milhões em 2031, segundo o estudo.

O cereal pode substituir parte do milho em determinadas formulações e, assim, ampliar a flexibilidade da cadeia. No entanto, a diversificação não garante queda no preço da ração, que também depende de frete, oferta regional, demanda e exportações.

Mais opções podem fortalecer a carne

Como a alimentação pesa no custo do confinamento, a maior oferta de ingredientes pode ajudar a pecuária a administrar melhor as despesas.

O Brasil responde por cerca de 15% da produção mundial de carne bovina, mas participa com mais de 22% das exportações globais. Nesse cenário, o maior aproveitamento de grãos e coprodutos pode contribuir para manter a competitividade da carne brasileira até 2031.