Resumo da notícia
- A cesta básica ficou mais barata em nove capitais brasileiras em dezembro de 2025, puxada pela queda nos preços de leite, arroz, açúcar, café e óleo de soja, segundo a Conab e o DIEESE.
- São Paulo manteve a cesta básica mais cara do país, a R$ 845,95, enquanto capitais do Norte e Nordeste apresentaram os menores valores, como Aracaju a R$ 539,49.
- O salário mínimo necessário para manter uma família de quatro pessoas em dezembro foi de R$ 7.106,83, quase 4,7 vezes o mínimo vigente, comprometendo quase metade do salário para alimentação.
A cesta básica de alimentos ficou mais barata em nove capitais brasileiras durante dezembro de 2025, puxada principalmente pela queda nos preços de leite, arroz, açúcar, café e óleo de soja. Os dados fazem parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
O levantamento, que acompanha preços em 27 capitais brasileiras, mostrou um cenário misto no último mês de 2025. Enquanto nove cidades registraram redução nos custos, 17 capitais apresentaram aumento nos valores da cesta básica. João Pessoa (PB) foi a única cidade onde o preço permaneceu estável, em R$ 597,66.
As maiores altas foram registradas em:
Maceió (AL): 3,19%
Belo Horizonte (MG): 1,58%
Salvador (BA): 1,55%
Brasília (DF): 1,54%
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Já as quedas mais expressivas ocorreram em:
- Porto Velho (RO): -3,60%
- Boa Vista (RR): -2,55%
- Rio Branco (AC): -1,54%
- Manaus (AM): -1,43%
São Paulo lidera ranking dos preços mais altos
A capital paulista continua no topo da lista das cidades com cesta básica mais cara do país, atingindo R$ 845,95. Outras capitais do Centro-Sul também figuram entre as mais caras: Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06), Cuiabá (R$ 791,29) e Porto Alegre (R$ 784,22).
Em contraste, as capitais do Norte e Nordeste apresentaram os menores valores médios, com destaque para Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69) e Porto Velho (R$ 592,01).
Quais alimentos ficaram mais baratos?
O arroz registrou queda em 23 das 27 capitais, com reduções mais significativas em Maceió (-6,65%) e Vitória (-6,63%). Segundo a pesquisa, o menor volume exportado e a demanda retraída contribuíram para a redução dos preços no varejo.
O leite ficou mais barato em 22 capitais, com destaque para Curitiba, onde o preço caiu 5,61%. A maior oferta interna, impulsionada pela produção nacional e pelas importações de derivados, explicam a tendência de baixa.
Com maior disponibilidade no mercado, o açúcar apresentou redução em 21 capitais. Teresina registrou a maior queda (-5,94%).
O café diminuiu em 20 cidades, sendo que Palmas teve a maior redução (-3,35%). As tarifas impostas pelos Estados Unidos e as incertezas comerciais reduziram as exportações, impactando positivamente os preços internos.
A maior oferta global de soja resultou em preços menores do óleo em 17 capitais, com destaque para Belo Horizonte (-6,68%) e São Luís (-5,90%).
Poder de compra do salário mínimo
Para manter uma família de quatro pessoas em dezembro de 2025, o salário mínimo necessário deveria ter sido de R$ 7.106,83. Isso é equivalente a 4,68 vezes o mínimo vigente de R$ 1.518,00.
O trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar em média 98 horas e 41 minutos para adquirir os produtos da cesta básica, comprometendo 48,49% do rendimento líquido com alimentação.
A parceria entre Conab e DIEESE ampliou a coleta de preços de 17 para 27 capitais brasileiras, reforçando a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. A pesquisa completa começou a ser divulgada em agosto de 2025, oferecendo um panorama mais detalhado sobre o custo de vida nas principais cidades do país.