Resumo da notícia
- A Corteva concluiu a separação do negócio de sementes, que agora integra a Vylor, empresa independente, e passa a focar exclusivamente em proteção de cultivos e tecnologias biológicas.
- A empresa planeja lançar 12 novos princípios ativos para proteção de cultivos na próxima década, sendo cinco biológicos, ampliando sua participação no mercado de produtos sustentáveis.
- Entre 2020 e 2025, a receita da Corteva em proteção de cultivos cresceu mais de US$ 1 bilhão, com aumento significativo da margem operacional, impulsionada pela expansão dos biológicos.
A Corteva concluiu nesta quinta-feira (1º) a separação de seu negócio de sementes e genética avançada e passa a atuar exclusivamente no segmento de proteção de cultivos. A divisão de sementes agora integra a Vylor, empresa independente e de capital aberto.
A mudança altera a estrutura de uma das principais companhias globais de tecnologia agrícola e encerra um processo anunciado pela Corteva em outubro de 2025. A partir da cisão, as duas empresas passam a concentrar investimentos e estratégias em áreas distintas do agronegócio.
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A Corteva mantém atividades ligadas a defensivos agrícolas, produtos biológicos, tecnologias aplicadas às sementes e outras soluções para proteção das lavouras. Já a Vylor concentra os negócios de sementes e genética avançada.
Corteva prepara 12 novos princípios ativos
Com a nova estrutura, a Corteva informou que pretende lançar 12 novos princípios ativos para proteção de cultivos ao longo da próxima década. Desse total, cinco serão biológicos.
Os lançamentos fazem parte de um pipeline que a própria companhia avalia em US$ 11 bilhões. Esse valor representa a estimativa da empresa para sua carteira de desenvolvimento e não corresponde a receita já contratada ou garantida.
A ampliação da participação dos biológicos também aparece na estratégia da nova Corteva. Segundo a companhia, tecnologias consideradas diferenciadas já respondem por aproximadamente 65% das vendas do negócio de proteção de cultivos.
A empresa também mantém plataformas de pesquisa voltadas à descoberta de microrganismos, desenvolvimento de produtos e avaliação preditiva de segurança.
Receita de proteção de cultivos cresceu US$ 1 bilhão
Entre 2020 e 2025, o negócio de proteção de cultivos aumentou sua receita em mais de US$ 1 bilhão, segundo dados divulgados pela Corteva.
No mesmo período, a margem de EBITDA operacional do segmento avançou aproximadamente 250 pontos-base. Um ponto-base corresponde a 0,01 ponto percentual. Portanto, a variação informada equivale a cerca de 2,5 pontos percentuais.
A companhia atribui parte desse desempenho à mudança no portfólio e à expansão dos produtos biológicos e de origem natural.
Após a cisão, a Corteva afirma contar com aproximadamente 9 mil funcionários e atender produtores em cerca de 110 países.
Sementes passam para a Vylor
A separação cria duas companhias independentes com áreas de atuação distintas. A Corteva mantém a marca atual e concentra o negócio de proteção de cultivos, enquanto a Vylor assume sementes e genética.
A Vylor reúne tecnologias voltadas principalmente para culturas como milho, soja e trigo e começou a operar como companhia independente após a conclusão da cisão.
Antes da separação, a Corteva informou que os acionistas registrados em 24 de setembro receberiam uma ação da Vylor para cada ação da Corteva que possuíssem.
O CEO da Corteva, Luke Kissam, afirmou que a nova estrutura permitirá à empresa aumentar o foco sobre o negócio de proteção de cultivos.
“Este é um novo dia para a Corteva, e estamos extremamente entusiasmados em avançar com maior foco, agilidade e um compromisso renovado com a inovação e a excelência operacional”, disse Kissam.
A separação havia sido anunciada em 1º de outubro de 2025. Na ocasião, a companhia informou que pretendia criar duas empresas independentes e de capital aberto, cada uma concentrada em um dos seus principais segmentos de atuação.