Portaria libera mais 430 toneladas após suspensão da atividade e pressão de pescadores catarinenses
Foto: divulgação - MPA / Brenda Uliano

O governo federal ampliou em 430 toneladas a cota da pesca da tainha por arrasto de praia em Santa Catarina. A medida foi publicada na noite de quarta-feira (11) em edição extra do Diário Oficial da União. A decisão ocorreu poucos dias após a suspensão da atividade. O governo interrompeu a pesca quando as capturas atingiram 90% do limite autorizado para a safra.

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A nova portaria distribui a cota adicional entre duas regiões catarinenses. O litoral centro-norte poderá capturar mais 230 toneladas. Já o litoral centro-sul recebeu autorização para outras 200 toneladas.

Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, a medida resultou de reuniões do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra. Além disso, técnicos analisaram dados científicos sobre o comportamento da temporada.

Os pescadores relataram concentração dos cardumes em algumas áreas do estado. Por outro lado, outras localidades registraram baixa presença da espécie devido às condições oceanográficas.

Dados do ministério mostram que apenas três dos 25 municípios costeiros alcançaram volumes próximos aos históricos. O cenário foi mais difícil no litoral norte. De acordo com o governo federal, 12 dos 14 municípios da região não registraram captura de tainha nesta temporada.

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Diante desse quadro, o governo revisou as cotas. A decisão considerou a diferença entre a produção histórica e a registrada em 2026. Além disso, os técnicos utilizaram parâmetros de Rendimento Máximo Sustentável para avaliar os estoques pesqueiros.

Saiba quais municípios foram contemplados

No litoral centro-norte, a ampliação contempla municípios como Joinville, Itajaí, Navegantes, Penha e São Francisco do Sul. Também estão incluídas cidades como Balneário Camboriú, Bombinhas e Porto Belo.

Já no litoral centro-sul, a medida beneficia municípios como Florianópolis, Palhoça, Garopaba, Imbituba e Laguna. A lista inclui ainda Jaguaruna, Araranguá e Passo de Torres.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo, afirmou que a ampliação busca atender regiões com baixo desempenho na safra. Segundo ele, a medida mantém os critérios técnicos de gestão da espécie.

A safra deste ano apresentou forte concentração das capturas em algumas localidades. Como resultado, a maior oferta reduziu preços em determinados mercados. Além disso, pescadores relataram desperdício de pescado em alguns pontos do estado.

O Ministério da Pesca informou que continuará monitorando a temporada. A pasta também defende medidas para garantir a sustentabilidade dos estoques e o equilíbrio da produção entre as comunidades pesqueiras.

A pesca de arrasto da tainha havia sido suspensa no último domingo (7). A decisão provocou reação de pescadores e autoridades de Santa Catarina.