Resumo da notícia
- O Ibama transferiu dois primatas resgatados na Amazônia para instituições especializadas no Sudeste, com apoio do programa Avião Solidário da LATAM, que garantiu transporte aéreo gratuito.
- O sauim-de-coleira, espécie criticamente ameaçada, foi encaminhado ao Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, enquanto a macaca-aranha-de-cara-vermelha foi levada ao Santuário Onça Pintada, em Minas Gerais.
- Os animais receberam atendimento veterinário e manejo técnico no Cetas-AM; quando a reintrodução na natureza não é possível, são destinados a instituições que garantem seu bem-estar e conservação.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) coordenou a transferência de dois primatas resgatados na Amazônia para instituições especializadas no Sudeste, em mais uma ação voltada à conservação da fauna silvestre brasileira.
O Centro de Triagem de Animais Silvestres do Amazonas (Cetas-AM) conduziu o trabalho com apoio do programa Avião Solidário, da companhia aérea LATAM, que garantiu o transporte aéreo gratuito dos animais.
Um sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), espécie criticamente ameaçada de extinção e endêmica da região de Manaus, foi enviado ao Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ). Já uma fêmea de macaco-aranha-de-cara-vermelha (Ateles paniscus) seguiu para o Santuário Onça Pintada, em Minas Gerais, criadouro conservacionista autorizado. O transporte aéreo foi essencial para reduzir o tempo de deslocamento e evitar o estresse e os riscos das longas viagens terrestres.
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Durante todo o processo, os animais receberam atendimento veterinário, acompanhamento biológico e manejo técnico no Cetas-AM. As avaliações realizadas por biólogos e médicos-veterinários definiram as condições de saúde, comportamento e possibilidades de reabilitação de cada indivíduo.
Resgate
O sauim-de-coleira foi resgatado em junho de 2025, em uma área do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Isso após ser encontrado ferido por provável choque elétrico. O primata sofreu graves lesões e precisou passar por procedimento cirúrgico para amputação de um braço e da cauda. Após meses de tratamento, os técnicos do Ibama concluíram que o animal não teria condições de retornar à natureza. E o transferiram ao CPRJ, onde ele contribuirá para o Plano de Ação Nacional (PAN) da espécie.
A fêmea de macaco-aranha-de-cara-vermelha, por sua vez, foi resgatada em maio de 2025 após ter sido mantida ilegalmente como animal de estimação. Embora não esteja ameaçada de extinção, a espécie consta na lista da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites). Após reabilitação no Cetas-AM, passou a viver no Santuário Onça Pintada, em ambiente adequado ao seu comportamento natural.
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De acordo com o Ibama, sempre que possível, os animais resgatados são preparados para retorno ao habitat natural. Quando a reintrodução não é viável, recebem destinação a instituições capacitadas para garantir o bem-estar e a conservação da fauna brasileira. Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) desempenham papel estratégico no resgate, no cuidado e na destinação responsável da vida silvestre em todo o país.









