Fenômeno tem origem em povos indígenas da América do Norte e marca a colheita de morangos silvestres no hemisfério norte
foto da Lua de Morango
Foto: Divulgação

A Lua Cheia de junho ganhou um nome chamativo, mas a denominação não tem relação com a aparência do satélite natural. Nesta segunda-feira (29), o fenômeno conhecido como Lua de Morango atingiu sua fase máxima às 20h56 (horário de Brasília), com o disco lunar 100% iluminado. E sem qualquer tonalidade rosada ou avermelhada.

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O termo remete a tradições de povos indígenas da América do Norte, que usavam os ciclos lunares como calendário agrícola. Esses povos associavam a Lua Cheia de junho ao período de colheita dos morangos silvestres, e o nome se popularizou com o tempo. Para a Astronomia, porém, trata-se de uma Lua Cheia comum, sem particularidades físicas que a diferenciem das demais ao longo do ano.

Quando e como observar o fenômeno

O melhor momento para acompanhar a Lua de Morango não é necessariamente o horário exato da fase Cheia, mas sim o instante em que ela nasce no horizonte leste, pouco depois do pôr do Sol.

Nesse momento, a Lua pode aparecer com tons amarelados ou alaranjados, efeito causado pela maior quantidade de atmosfera terrestre atravessada pela luz nesse ângulo. Ela também tende a parecer maior do que realmente é, fenômeno conhecido como Ilusão da Lua, uma percepção visual e não uma alteração real de tamanho.

A Lua de Morango ocorre durante a Lua cheia deste mês e promete encantar observadores de todas as regiões do Brasil.

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Especialista recomenda observação a olho nu

O astrônomo Marcos Calil, professor e referência em divulgação científica, destaca que o evento é uma porta de entrada acessível para o público se conectar com a Astronomia. Segundo ele, basta olhar para o horizonte leste logo após o pôr do Sol e aguardar o surgimento da Lua, que aparecerá grande e cheia, ideal para observação e até para fotos feitas com celular.

Calil reforça que não é necessário ter telescópios ou equipamentos sofisticados para aproveitar o espetáculo. Para quem quiser se aprofundar no tema, a Urânia Planetário realiza transmissões ao vivo semanais, sempre às terças-feiras, às 19h30, em seu canal no YouTube, com orientações de observação do céu e conteúdo voltado à divulgação científica.