Resumo da notícia
- A mancha-branca no milho pode causar perdas significativas ao atingir folhas essenciais para o enchimento dos grãos, exigindo manejo adaptado às condições específicas de cada área.
- O monitoramento próximo ao pendoamento é crucial, pois o avanço das lesões para o terço médio das plantas aumenta o risco, especialmente em áreas com histórico da doença.
- Fatores como clima úmido, híbrido suscetível, densidade de plantas e histórico da área influenciam o desenvolvimento da doença, tornando essencial a inspeção frequente para decisões de controle.
A mancha-branca no milho está entre as principais doenças foliares da cultura e pode causar perdas quando atinge as folhas responsáveis pela formação e pelo enchimento dos grãos. Por isso, o produtor deve definir o manejo de acordo com as condições de cada área, e não por uma data fixa.
A atenção aumenta conforme as plantas se aproximam do pendoamento e do florescimento, fases importantes para o desenvolvimento dos grãos. Nesse período, o produtor precisa observar a evolução dos sintomas para decidir se deve iniciar o controle.
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Monitoramento ganha importância perto do pendoamento
A partir do fechamento das linhas, o produtor deve verificar a distribuição das lesões nas plantas. Quando as manchas avançam das folhas inferiores para o terço médio, o risco aumenta, principalmente em áreas com histórico do problema.
O híbrido utilizado, a presença de palhada de milho, a densidade de plantas e o sistema de cultivo também influenciam a ocorrência. A sucessão frequente da cultura e o uso de materiais mais suscetíveis podem favorecer o desenvolvimento dos sintomas.
Clima também influencia o desenvolvimento
As condições meteorológicas interferem na evolução da mancha-branca. Alta umidade, orvalho prolongado, dias nublados e temperaturas amenas podem favorecer o desenvolvimento das lesões.
Por isso, o produtor deve vistoriar a área com frequência, principalmente nos locais com maior histórico de ocorrência. A identificação precoce das mudanças ajuda a avaliar o risco antes que a doença comprometa as folhas mais importantes.
Na prática, a decisão deve reunir quatro fatores: estádio da cultura, posição e intensidade das manchas, histórico do talhão e condições climáticas.
O que observar na lavoura
O produtor deve verificar regularmente as folhas e observar se as lesões aumentam ou alcançam partes superiores da planta. Também deve relacionar os sintomas ao histórico da área e às condições recentes de umidade e temperatura.
Quando houver necessidade de aplicação, o produtor deve utilizar fungicidas conforme rótulo e bula, além de seguir o receituário agronômico e a orientação de profissional habilitado. Dessa forma, o manejo acompanha a situação encontrada em cada talhão.