Previsões indicam chuvas e temperaturas acima da média, cenário que exige atenção ao plantio da safra 2026/27

A primavera de 2026 começa no Brasil em 22 de setembro, às 21h05, pelo horário de Brasília. A nova estação chega em um período decisivo para o plantio da safra 2026/27, a recuperação das pastagens e a retomada das chuvas em áreas que passaram pelo período seco.

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Além disso, o El Niño ganha força. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), órgão que monitora o clima e os oceanos, indica mais de 90% de probabilidade de um evento muito forte durante a primavera e o verão de 2026/27.

Chuvas variam entre as regiões

O cenário não será igual em todo o país. Entre setembro e novembro, as previsões indicam maior possibilidade de chuvas acima da média no Sul e em partes de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Por outro lado, áreas do Norte, Nordeste, Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo apresentam tendência de precipitação abaixo da média. As temperaturas também devem ficar acima da média em grande parte do Brasil.

Plantio exige atenção à umidade do solo

A chegada da primavera coincide com uma fase importante para a semeadura da soja e de outras culturas de verão. Por isso, além do volume de chuva, o produtor precisa acompanhar a regularidade das precipitações e a umidade do solo.

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Períodos prolongados sem chuva após a semeadura podem prejudicar o desenvolvimento inicial das plantas. No Sul, por sua vez, o excesso de precipitação pode dificultar operações agrícolas e favorecer condições para doenças.

Pastagens também entram no radar

Onde a estação chuvosa demora a se estabelecer, a recuperação das pastagens pode ser mais lenta. Além disso, o calor aumenta a perda de água do solo e a demanda hídrica das plantas.

No Centro-Norte, a combinação de temperaturas elevadas e menor precipitação também exige atenção para déficit hídrico e incêndios em áreas rurais.

Embrapa reúne medidas de gestão

Diante desse cenário, a Embrapa sistematizou 163 medidas de gestão de riscos climáticos para a agropecuária, com participação de cerca de 50 especialistas.

Entre as recomendações estão o acompanhamento das previsões, o uso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o manejo do solo, a drenagem, a irrigação, o planejamento das operações e mecanismos de transferência de risco, como o seguro rural.

Assim, a primavera de 2026 começa com cenários diferentes entre as regiões produtoras. Para o campo, o momento e a distribuição das chuvas serão tão importantes quanto o volume acumulado ao longo da estação.