Resumo da notícia
- A reintrodução dos bisões americanos no norte do México começou em 2009 com 23 animais, e desde então a população cresceu, retornando às funções ecológicas nos pastizais da Reserva da Biosfera de Janos.
- Os bisões modificam a vegetação, redistribuem nutrientes e criam habitats variados, contribuindo para a conservação dos pastizais e beneficiando outras espécies da região.
- O sucesso da reprodução e crescimento da manada permitiu transferir bisões para outras áreas protegidas no México, ampliando a conservação da espécie e fortalecendo projetos de recuperação ambiental.
A reintrodução dos bisões americanos no norte do México começou em 2009, quando 23 animais chegaram ao Rancho El Uno, na Reserva da Biosfera de Janos, em Chihuahua. Desde então, a população cresceu e voltou a exercer funções ecológicas nos pastizais da região.
Além de recuperar uma espécie desaparecida de grande parte de sua área histórica, o projeto recolocou um grande herbívoro na dinâmica das pradarias. Enquanto pastam e circulam pelo território, os bisões alteram a vegetação, movimentam nutrientes e ajudam a criar diferentes condições de habitat para outras espécies.
O retorno recuperou uma espécie que havia desaparecido de grande parte de sua área histórica no México após décadas de caça. Além disso, o projeto passou a contribuir para a conservação dos pastizais e para a formação de novas manadas.
- Professor brasileiro descobre nova espécie de felino selvagem
- Onça fica frente a frente com anta no Pantanal e desiste do ataque
Bisões voltaram ao México em 2009
Em 2009, autoridades mexicanas e norte-americanas transferiram 23 bisões americanos (Bison bison) do Parque Nacional Wind Cave, em Dakota do Sul, para o Rancho El Uno.
A área fica na Reserva da Biosfera de Janos, que reúne extensos pastizais e outros ambientes do Deserto de Chihuahua. Historicamente, os bisões ocupavam o norte do México, mas a caça reduziu drasticamente suas populações durante o século XIX.

Manada cresceu após a reintrodução
Após a chegada, os bisões passaram a se reproduzir na área protegida. Em 2017, a Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas registrou 123 animais em Janos e 12 nascimentos naquele ano.
Já em 2018, o Fundo Mexicano para a Conservação da Natureza informou que a manada havia chegado a 230 bisões.O crescimento também permitiu formar novos grupos. Em 2019, 19 animais foram transferidos de Janos para a Reserva Natural El Carmen, em Coahuila.
Mais recentemente, em fevereiro de 2026, a autoridade ambiental mexicana informou a transferência de outros 29 bisões de Janos para uma área de conservação em Sonora.
Bisões ajudam a remodelar os pastizais
Como grandes herbívoros, os bisões modificam a vegetação enquanto pastam e se deslocam pelo ambiente. Além disso, seus movimentos podem criar diferentes níveis de cobertura e alterar a estrutura dos pastizais.
Os animais também transportam sementes e redistribuem nutrientes por meio das fezes e da urina. O pisoteio, por sua vez, pode modificar a superfície do solo.
No entanto, esses efeitos variam conforme a quantidade de animais, a intensidade do pastoreio e as características de cada área. Portanto, a presença dos bisões não produz necessariamente o mesmo resultado em todos os ambientes.
Janos amplia a conservação
A Reserva da Biosfera de Janos se tornou uma das principais áreas de conservação do bisão americano no México. O crescimento da manada permitiu distribuir animais para outras regiões e ampliar a presença da espécie.
Assim, a experiência mostra como a reintrodução de grandes herbívoros pode integrar projetos de recuperação ambiental. Em Janos, o retorno dos bisões recuperou uma população desaparecida da região e recolocou esses animais na dinâmica dos pastizais.


