Estratégia inclui brigadistas, aeronaves, monitoramento ampliado e integração entre órgãos
Foto: Divulgação - Ibama / Mayangdi Inzaulgarat

O Governo de Minas Gerais anunciou investimento de R$ 442 milhões no Plano Estadual de Enfrentamento a Incêndios Florestais para o período de 2026 a 2031. A estratégia, lançada nesta segunda-feira (8), busca reduzir queimadas, proteger o meio ambiente e evitar prejuízos à agropecuária, um dos pilares da economia mineira.

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O plano direciona recursos para contratação de brigadistas, locação de veículos e aeronaves, aquisição de equipamentos especializados e reforço da infraestrutura de comunicação. A iniciativa também amplia o monitoramento e fortalece a coordenação operacional em todo o estado.

Minas Gerais concentra mais de 2 milhões de hectares de florestas plantadas e mantém cerca de um terço do território coberto por vegetação nativa. Diante desse cenário, o governo intensifica ações preventivas, especialmente com a aproximação do período de seca, quando cresce o risco de incêndios.

Integração

A proposta integra diferentes órgãos públicos e instituições para garantir respostas mais rápidas aos focos de fogo. O objetivo inclui reduzir impactos sobre lavouras, rebanhos, florestas comerciais e comunidades rurais.

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) participa da operação e reforça a atuação conjunta no campo. Além do combate direto, o plano amplia ações de conscientização voltadas a produtores rurais e à população.

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Foto: Diego Vargas

O secretário adjunto de Agricultura, João Ricardo Albanez, destaca a importância da articulação entre instituições diante da dimensão territorial do estado e da relevância das áreas florestais. Segundo ele, Minas precisa proteger um patrimônio estratégico para a economia e o meio ambiente.

Albanez também alerta para as condições climáticas previstas para 2026. A expectativa de estiagem prolongada aumenta o risco de incêndios e exige preparo antecipado. “Em 2026, temos risco de um período maior de seca, por isso, estarmos preparados para esse enfrentamento aos incêndios é uma ferramenta essencial nas estratégias de combate”, afirma.