A MSD Saúde Animal anunciou Bárbara Guzzon como nova gerente técnico-comercial de poedeiras da unidade de Avicultura. Médica-veterinária e pós-graduada em Avicultura e Gestão de Pessoas, a profissional reúne experiência em produção, sanidade, biosseguridade, qualidade, diagnóstico laboratorial, gestão de equipes e atuação técnico-comercial.

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Na nova função, Bárbara pretende aproximar o conhecimento técnico da rotina dos produtores e das equipes que trabalham na avicultura de postura. Para isso, ela pretende priorizar decisões baseadas em dados, prevenção e acompanhamento das necessidades de cada sistema produtivo.

“Minha expectativa é contribuir para uma avicultura de postura mais eficiente e preparada para os desafios sanitários. Quero estar ainda mais próxima dos produtores e das equipes técnicas, entendendo as necessidades do campo e transformando esse conhecimento em estratégias que apoiem a saúde, o bem-estar e o desempenho das aves”, afirma Bárbara.

Biosseguridade exige atenção diária

Na produção de ovos, a biosseguridade reúne medidas para reduzir a entrada e a disseminação de agentes causadores de doenças nas granjas. O trabalho envolve desde a estrutura dos galpões até o controle da movimentação de pessoas, veículos, equipamentos e materiais.

O Ministério da Agricultura considera a biosseguridade parte das medidas de prevenção, controle e redução da exposição das aves a agentes causadores de doenças. O órgão também estabelece regras sanitárias para estabelecimentos avícolas comerciais.

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Por isso, telas, portas, cercas e telhados precisam permanecer em boas condições. A granja também deve manter programas de monitoramento e controle de pragas e limitar o contato com aves silvestres.

Além da estrutura, a qualidade da água, a higiene e a organização dos fluxos internos interferem na proteção do plantel. Em granjas com lotes de diferentes idades ou condições sanitárias, a equipe precisa definir os caminhos de circulação e evitar deslocamentos que possam aumentar o risco de disseminação de agentes.

“Na postura comercial, cada procedimento representa uma barreira. A troca adequada de calçados, a higienização das mãos e dos equipamentos, o respeito aos fluxos definidos e a manutenção e blindagem das estruturas precisam fazer parte da rotina. A equipe precisa compreender a razão de cada medida para que a biosseguridade seja incorporada à cultura da granja”, explica Bárbara.

Monitoramento ajuda a identificar alterações

A equipe também precisa acompanhar os indicadores do plantel para perceber mudanças que possam exigir investigação.

Alterações no consumo de água ou ração, aumento da mortalidade, queda na produção, mudanças na qualidade da casca e comportamentos fora do padrão podem indicar alterações na saúde das aves.

Nesse sentido, o monitoramento complementa as medidas de prevenção. O Programa Nacional de Sanidade Avícola mantém ações de vigilância para doenças como influenza aviária e doença de Newcastle.

A prevenção começa ainda nas fases de cria e recria. Segundo Bárbara, o manejo, a nutrição e as condições sanitárias desses períodos influenciam o desenvolvimento das aves antes da entrada na fase produtiva.

“Todos os folículos que darão origem aos ovos ao longo da vida produtiva da ave são formados nesse período, tornando a etapa inicial um dos pilares fundamentais do sistema de produção. Dessa forma, o manejo adequado, a nutrição balanceada e as condições sanitárias durante a cria e recria são determinantes para o futuro desempenho produtivo do plantel.”

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A Embrapa também reúne materiais técnicos sobre criação e recria de poedeiras e sobre medidas de biosseguridade aplicadas à produção comercial de ovos.

Com isso, o controle sanitário depende da combinação entre estrutura adequada, higiene, manejo, controle de acesso, monitoramento e capacitação das equipes. Essas medidas ajudam as granjas a reduzir riscos e a manter as condições sanitárias necessárias para a produção de ovos.