Masaio Mizuno Ishizuka, professora da USP, aponta falhas na rotina diária como fator de risco para a sanidade na produção de suínos.
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Foto de Amber Kipp na Unsplash

A biosseguridade na suinocultura depende da execução contínua das medidas de prevenção. Em artigo técnico, Masaio Mizuno Ishizuka, médica-veterinária, professora e pesquisadora da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), destacou a importância das rotinas diárias para reduzir riscos sanitários.

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Segundo a especialista, pequenas falhas que se acumulam ao longo do tempo podem comprometer a proteção sanitária. Por isso, a prevenção não deve ficar restrita a protocolos escritos ou a medidas adotadas somente quando surge um problema.

Rotina ajuda a controlar riscos sanitários

Entre os principais pontos de atenção estão o fluxo de pessoas e materiais, a limpeza das instalações e a observação dos animais. Nesse sentido, a equipe precisa seguir procedimentos definidos e manter os cuidados de forma contínua.

Além disso, a higienização e a desinfecção exigem execução adequada e acompanhamento. Quando esses procedimentos apresentam falhas, a proteção oferecida pelas barreiras sanitárias pode ser comprometida.

A observação diária dos suínos também tem papel importante. Alterações no comportamento, no consumo de ração ou nas condições do ambiente podem indicar desvios que precisam de avaliação.

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Assim, acompanhar os animais regularmente permite identificar mudanças mais cedo e buscar a causa do problema antes que ele avance. A resposta, entretanto, depende da avaliação técnica de cada situação.

Disciplina fortalece a biosseguridade

Para Ishizuka, a biosseguridade precisa fazer parte do manejo cotidiano. Portanto, a equipe deve conhecer os procedimentos, executá-los corretamente e verificar se as medidas estão sendo cumpridas.

O controle de acessos, a higiene das instalações e o acompanhamento dos animais formam, juntos, uma rotina de prevenção. Além disso, a identificação precoce de alterações pode ajudar a direcionar a investigação e a adoção de medidas corretivas.

A autora afirma: “grande parte dos problemas sanitários não surge de eventos súbitos, mas do acúmulo progressivo de pequenas falhas rotineiras no manejo e na biosseguridade. A rotina sanitária diária, quando executada com disciplina e consciência técnica, constitui um dos instrumentos de prevenção mais eficazes da suinocultura moderna.”

Prevenção exige acompanhamento contínuo

Masaio Mizuno Ishizuka desenvolveu sua carreira nas áreas de epidemiologia, sanidade animal e biosseguridade, com atuação acadêmica na FMVZ-USP.

Nesse contexto, a orientação apresentada no artigo reforça que a prevenção depende da constância das práticas adotadas no dia a dia. Portanto, medidas como controle de fluxo, higiene e observação dos animais precisam integrar o manejo de forma permanente.

Ao manter esses cuidados e acompanhar possíveis falhas, a equipe consegue transformar a biosseguridade em uma prática contínua, em vez de utilizá-la apenas como resposta a problemas sanitários.