Parceria entre governo e iniciativa privada vai fomentar a indústria naval e escoar mais de 4,3 mi de toneladas de celulose por ano pelo terminal gaúcho
Foto: Eduardo Oliveira/MPor

O Porto do Rio Grande vive um marco histórico. O governo federal e a empresa CMPC assinaram, nesta terça-feira (20), o contrato para um Terminal de Uso Privado (TUP) que integra o Projeto Natureza, um pacote de investimentos de R$ 24 bilhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participaram da cerimônia que posiciona o porto gaúcho como peça-chave na exportação de celulose e no desenvolvimento logístico do país.

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O megainvestimento financiará uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro e toda a infraestrutura para exportação pelo Rio Grande. O terminal no porto começará a operar com capacidade para movimentar até 9 milhões de toneladas por ano a partir do 11º ano, podendo atender dois navios ao mesmo tempo.

Geração de empregos e desenvolvimento regional

O governador Eduardo Leite classificou o anúncio como “o maior investimento privado já realizado no estado”. O Projeto Natureza deve impactar mais de 75 municípios. Gerando cerca de 12 mil empregos durante a obra e 1,5 mil vagas diretas após a conclusão. Só a construção e operação do TUP no porto criará mais de 400 empregos diretos e cerca de 2.100 indiretos.

Lula destacou o papel estratégico do investimento. “Porto forte significa emprego, renda, indústria funcionando”, afirmou o presidente. O ministro Silvio Costa Filho reforçou que a ação promove “um salto de eficiência logística”, reduz custos e fortalece a competitividade das exportações brasileiras.

Renovação da frota naval e moradia

O evento também serviu para a assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, da Petrobras, no valor de R$ 2,8 bilhões. Os recursos financiarão a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores em estaleiros do RS, Amazonas e Santa Catarina, com potencial de gerar mais de 9 mil postos de trabalho.

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o movimento fortalece a estratégia de reconstrução da indústria naval nacional. A programação no Rio Grande também incluiu a entrega de 1.276 unidades do Minha Casa, Minha Vida, integrando desenvolvimento logístico e política social.