A Associação Brasileira de Angus lançou um selo inédito para qualificar o mercado de carne premium no Brasil. O selo Beef on Dairy integra ciência e setor produtivo e contou com participação técnico-científica da Embrapa. A iniciativa estimula o cruzamento de vacas Holandesa e Jersey com touros da raça Angus. O objetivo é produzir carne diferenciada, já valorizada em mercados internacionais.

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Além disso, o selo amplia a oferta de cortes nobres no mercado brasileiro. A estratégia também diversifica a renda dos produtores de leite. Os pecuaristas passam a contar com nova alternativa de comercialização dos animais.

Estratégia já consolidada no mercado internacional

O presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, destaca o impacto do projeto.
Segundo ele, a estratégia já funciona em outros países e agora chega ao Brasil. O país possui o maior rebanho comercial do mundo, o que amplia o potencial da iniciativa. Cairoli afirma que o cruzamento entre raças cria benefícios para produtores e consumidores. O consumidor, segundo ele, terá acesso a uma carne diferenciada e de alta qualidade.

Base científica garante rigor e qualidade

O chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso, ressalta a base científica do selo. De acordo com Cardoso, a Embrapa desenvolveu critérios técnicos e índices genéticos específicos. Esses parâmetros identificam os touros Angus mais indicados para o cruzamento. O trabalho considera precisão genética e rigor científico na seleção dos reprodutores. Segundo Cardoso, esse cuidado garante animais superiores para produção de carne premium.

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A Embrapa atuou por meio do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne, o Promebo. O programa deu segurança técnica ao setor para adotar a nova tecnologia. Para Cardoso, o selo agrega valor a toda a cadeia produtiva da carne.

Critérios específicos para Jersey e Holandês

A estratégia Beef on Dairy já é consolidada no cenário internacional. No Brasil, a proposta incentiva o uso de touros de corte em vacas leiteiras. Como raças leiteiras não são especializadas em carcaça, o selo orienta escolhas genéticas. Foram criados dois selos distintos, voltados às raças Jersey e Holandesa. No Jersey, o foco é reduzir riscos no parto, devido ao porte menor das vacas.No Holandês, o selo prioriza características que evitem animais excessivamente grandes.

Promebo orienta seleção genética dos touros

A Embrapa participa da implementação por meio do Promebo, gerenciado pela ANC. A instituição desenvolveu o índice técnico que orienta a seleção dos touros. O índice avalia crescimento, área de olho de lombo e conformação de carcaça. Essas características são essenciais para melhorar o rendimento frigorífico.

O selo também atende à demanda das centrais de inseminação artificial. Grande parte do uso dos touros ocorre por meio de sêmen certificado. Para Leandro Hackbart, conselheiro técnico da Angus e da ANC, o selo surgiu do setor. Segundo ele, o projeto cria parâmetros claros e oferece segurança aos produtores. Para o consumidor, o selo representa confiança e qualidade alimentar.

Selo já está disponível para o mercado

De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, o selo já está disponível.
O Promebo disponibiliza o selo para centrais de sêmen e criadores habilitados. A lista dos reprodutores certificados está disponível no Sistema Origen da ANC.