Produtores rurais devem reforçar prevenção contra incêndios na estação seca
queimada
Foto: Júlio Coutinho/ Flickr

O período seco no Brasil, que costuma se estender até setembro e varia conforme a região, eleva significativamente o risco de queimadas no campo. Em Goiás, a situação exige atenção especial: o clima tropical do estado, marcado por uma estação seca bem definida, potencializa fatores como temperaturas altas, baixa umidade do ar, ventos fortes, vegetação ressecada e acúmulo de palhada e restos culturais. Uma combinação que favorece o início e a propagação do fogo.

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Diego Braga, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, reforça que o momento pede vigilância redobrada e adoção antecipada de medidas preventivas. Segundo ele, as queimadas comprometem a produção agrícola e também degradam o solo, reduzem a biodiversidade e prejudicam a qualidade do ar.

Por isso, a prevenção representa a estratégia mais segura para proteger tanto a propriedade quanto o meio ambiente.

Quais medidas o produtor deve adotar

Braga elenca um conjunto de práticas que ajudam a reduzir o risco de incêndios na propriedade rural:

  • Manutenção de aceiros sempre limpos e bem definidos;
  • Proibição de queimadas controladas sem autorização e acompanhamento técnico;
  • Manejo adequado da palhada, com distribuição uniforme e sem acúmulo excessivo em pontos específicos;
  • Armazenamento correto de resíduos vegetais;
  • Monitoramento constante das condições climáticas, com suspensão de atividades de risco em dias críticos;
  • Rotação de culturas, sempre que possível, para favorecer a decomposição natural da palhada.
  • Tecnologia amplia a capacidade de prevenção

Ferramentas tecnológicas também ganham espaço como aliadas na prevenção de queimadas. Sistemas de monitoramento via satélite, aplicativos de alerta de risco, drones e sensores de umidade do solo e do ar permitem que o produtor identifique áreas vulneráveis e tome decisões mais assertivas antes que o risco se concretize.

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Os números reforçam a urgência do tema: somente em 2024, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estimou prejuízos de R$ 14,7 bilhões causados por queimadas na agropecuária, com 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais afetados.

Portanto, para Braga, planejamento e tecnologia caminham juntos na redução dos riscos. “Com planejamento e tecnologia é possível reduzir significativamente o risco de queimadas e seus impactos”, reforça o consultor.