Resumo da notícia
- O número de produtores apícolas cadastrados em Minas cresceu 145% entre 2023 e 2026, fortalecendo a formalização e a rastreabilidade da cadeia produtiva do mel no estado.
- O IMA monitora e fiscaliza áreas de criação e processamento, garantindo controle sanitário e prevenção de doenças, como o pequeno besouro das colmeias.
- A regularização e inspeção contínua aumentam a segurança dos produtos, reduzem fraudes e valorizam os meles mineiros no mercado nacional e internacional.
A regularização da apicultura em Minas Gerais impulsiona a cadeia produtiva do mel, amplia a segurança sanitária e fortalece a confiança do consumidor. O trabalho conduzido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) abrange desde o cadastro de produtores até a fiscalização de estabelecimentos, criando um ambiente mais seguro e competitivo para o setor.
Quem consome mel ou própolis raramente percebe a complexidade por trás da produção. No estado, o IMA monitora áreas de criação, controla o trânsito de abelhas e fiscaliza unidades de processamento. Essas ações estruturam a cadeia apícola e valorizam os produtores que atuam dentro das normas.
Defesa sanitária e controle de doenças
O IMA mantém o cadastro de apicultores e meliponicultores e exige a atualização periódica das informações sobre colmeias e abelhas-rainha. O órgão também emite a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para o transporte de abelhas em Minas Gerais.
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As medidas seguem o Programa Nacional de Sanidade Apícola (PNSAb), que atua na prevenção, monitoramento e controle de doenças e pragas, como o pequeno besouro das colmeias. Segundo o coordenador estadual do programa, Eduardo Lage, o controle sanitário permite mapear a atividade e definir estratégias mais eficientes de mitigação de riscos.
Crescimento da formalização no setor
O número de explorações apícolas e meliponícolas cadastradas no estado cresceu 145% entre abril de 2023 e maio de 2026, passando de 1.735 para 4.257 registros. O avanço reflete maior adesão dos produtores à regularização.
De acordo com Eduardo Lage, o cadastro representa uma exigência legal e uma ferramenta essencial para proteger a atividade em situações de emergência sanitária. A rastreabilidade dos enxames, garantida pela emissão da GTA, permite respostas rápidas em casos de surtos ou pragas.
Inspeção garante qualidade e segurança
Os estabelecimentos que processam mel e derivados precisam de registro em serviços de inspeção municipal (SIM), estadual (SIE/IMA) ou federal (SIF). A exigência assegura fiscalização contínua e avaliação das condições sanitárias, além da qualidade das matérias-primas.
A fiscal agropecuária Mariana Telles, da Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Animal do IMA, destaca que a formalização reduz riscos de fraudes e amplia a oferta de alimentos seguros. Segundo ela, a rastreabilidade e a certificação aumentam a confiança do consumidor e abrem novos mercados para os produtores.
Valorização e reconhecimento no mercado
A regularização também impulsiona a valorização dos produtos apícolas. Um exemplo recente ocorreu no 25º Congresso Brasileiro de Apicultura (Conbrapi), realizado em Florianópolis, onde o mel do Apiário Âmbar, registrado no IMA desde 2020, conquistou o título de melhor do Brasil na categoria empresa.
A diretora do apiário, Natálha Abreu, afirma que o acompanhamento técnico do instituto contribui para práticas sustentáveis e fortalece a credibilidade da marca junto a parceiros e consumidores.









