Resumo da notícia
- A inflação oficial subiu 0,82% em setembro, a maior taxa para o mês desde 2021, impulsionada principalmente pela alta de 0,83% no grupo de alimentação e bebidas.
- O índice acumulado em 12 meses chegou a 4,58%, ultrapassando o limite superior da meta oficial de inflação para 2026.
- O resultado ficou acima da mediana das projeções do mercado, mas dentro do intervalo estimado por consultorias e instituições financeiras.
A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,82% em setembro, após cair 0,32% em agosto. Em setembro de 2025, a alta foi de 0,48%.
O resultado foi impulsionado pelo grupo alimentação e bebidas, que passou de uma queda de 0,34% em agosto para uma alta de 0,83% em setembro.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados nesta sexta-feira (9).
Maior taxa de inflação
Essa foi a maior taxa de inflação para um mês de setembro desde 2021, quando o índice chegou a 1,16%. O grupo alimentação e bebidas tem peso de 25% no cálculo do indicador.
A alta de 0,82% ficou acima da mediana das projeções de 32 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, que apontava avanço de 0,74%. Ainda assim, o resultado permaneceu dentro do intervalo das estimativas, que variavam de 0,57% a 0,83%.
Com o índice divulgado nesta sexta-feira, a inflação acumulada em 12 meses até setembro chegou a 4,58%, ante 4,22% até agosto. Para esse período, a mediana das estimativas do Valor Data era de 4,50%, com projeções entre 4,32% e 4,60%.
O IPCA acumulado em 12 meses ficou acima do centro da meta de inflação de 3% para 2026 e ultrapassou o limite superior da margem de tolerância, de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas, além das cidades de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.