Além de essencial para a reprodução da planta, o “cabelo” do milho também possui usos medicinais e culinários pouco conhecidos
O que parece apenas um detalhe da espiga esconde uma função decisiva para a formação dos grãos.

Quem olha rápido para uma espiga de milho pode até achar que aqueles fios dourados são apenas uma camada incômoda antes do preparo. Mas é justamente ali que acontece uma das etapas mais importantes da produção.

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O chamado “cabelo” do milho, conhecido tecnicamente como estigma ou seda, funciona como a parte feminina da planta. Na prática, isso significa que uma espiga só consegue formar um grão quando aquele fio específico recebe o pólen vindo do pendão, a estrutura masculina localizada no topo da planta.

Um fio pode definir produtividade

O processo parece simples, mas é extremamente sensível. O pólen cai sobre o cabelo do milho e percorre o interior do fio até alcançar o óvulo na espiga. A partir daí, ocorre a fecundação que origina o grão.

É por isso que falhas na polinização costumam aparecer diretamente na espiga, deixando espaços vazios entre os grãos. Em muitos casos, calor excessivo, estiagem ou baixa emissão de pólen comprometem essa etapa silenciosa da lavoura.

Além disso, a quantidade de cabelos visíveis também serve como um indicativo do potencial produtivo da espiga. Quanto mais fios férteis e bem polinizados, maior a chance de uma formação completa de grãos.

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Também está nos chás e receitas

Apesar de quase sempre ir para o lixo, o cabelo do milho também tem modos de uso variados. Em várias regiões, ele é utilizado em chás e preparos caseiros por conta das propriedades associadas à ação diurética, antioxidante e anti-inflamatória.

Além dos usos medicinais populares, algumas receitas incorporam a seda em saladas, caldos e sopas. Ainda assim, a maior importância continua ligada ao desenvolvimento da planta.