Novas motorizações ampliam as opções para usinas e podem reduzir a dependência do diesel nas operações agrícolas
Grunner
Foto: Divulgação

A Grunner investiu R$ 19,5 milhões para ampliar as alternativas de combustível de suas máquinas agrícolas. A fabricante lançou versões movidas a etanol e biometano e apresentou uma nova plataforma específica para o trabalho no campo.

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A empresa apresentou as novidades nos dias 23 e 24 de setembro, durante o Grunner Day 2026, em Lençóis Paulista (SP). Do total, R$ 15,5 milhões financiaram as novas matrizes energéticas, enquanto R$ 4 milhões bancaram o desenvolvimento da plataforma.

A Grunner desenvolveu os novos motores em parceria com a MWM. Os equipamentos podem receber essas motorizações nas linhas ATR, usada no transbordo de cana, ASP, destinada à aplicação de vinhaça, e ADS, voltada à distribuição de sólidos.

Para as usinas que produzem combustíveis renováveis, a novidade amplia as opções para abastecer a frota. Assim, essas empresas podem avaliar o uso do combustível produzido na própria operação em vez de depender exclusivamente do diesel.

Etanol pode reduzir custo de combustível

A Grunner também apresentou uma estimativa de custo operacional para a versão a etanol. Segundo os dados divulgados pela fabricante, o equipamento consome cerca de 12,5 litros por hora. Com etanol produzido pela própria usina a R$ 2,32 por litro, a empresa calcula um custo de aproximadamente R$ 30,40 por hora.

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Para comparação, a Grunner considera um custo de R$ 56,06 por hora em uma operação equivalente com diesel. Portanto, a diferença pode reduzir a despesa com combustível.

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No entanto, o resultado depende do preço do combustível, do consumo real, da jornada de trabalho e das condições de cada operação. Por isso, a estimativa da fabricante não representa uma economia garantida para todas as usinas.

A empresa calcula ainda que uma usina com moagem de 2,5 milhões de toneladas por safra poderia economizar mais de R$ 2 milhões por ano com combustível. A projeção considera as condições utilizadas pela própria Grunner no cálculo.

Além disso, a fabricante prevê retrofit para equipamentos que já trabalham com motores a diesel. A conversão permitirá adaptar essas máquinas para o uso de etanol. A Grunner não prevê a mesma alternativa para a motorização a biometano.

Segundo a empresa, mais de 1.500 equipamentos da marca já operam no Brasil.

Nova plataforma ganha projeto específico para o campo

A Grunner também destinou R$ 4 milhões ao desenvolvimento de uma nova plataforma agrícola. A empresa criou a estrutura em parceria com a Mercedes-Benz para servir de base aos seus equipamentos.

Até então, a fabricante partia de uma plataforma desenvolvida originalmente para aplicações rodoviárias e fazia adaptações para o trabalho agrícola. Agora, a nova arquitetura considera as exigências do campo desde o início do projeto.

A Mercedes-Benz continuará fornecendo a plataforma e os motores a diesel. Por sua vez, a MWM fornecerá as motorizações a etanol e biometano.

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Segundo a Grunner, a nova estrutura busca reduzir intervenções, aumentar a disponibilidade dos equipamentos e prolongar sua vida útil. Na operação, esses fatores também podem influenciar os custos de manutenção.

Com a nova plataforma e as diferentes opções de motorização, a Grunner amplia as configurações disponíveis para as operações agrícolas. Para as usinas que produzem etanol ou biometano, a decisão poderá considerar o custo, a disponibilidade do combustível e as características de cada operação.