Resumo da notícia
- O mercado dos Emirados Árabes Unidos foi aberto para o pescado brasileiro, marcando o 700º novo mercado internacional aberto desde o início da atual gestão, quase três vezes mais que no governo anterior.
- As exportações do agronegócio brasileiro ultrapassaram US$ 133,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, com expectativa de que o Brasil se torne o maior exportador mundial de produtos alimentícios ainda este ano.
- A safra de grãos 2026/27 deve atingir 366 milhões de toneladas, a maior da história, enquanto o comércio com a China superou US$ 55 bilhões, com o país asiático comprando três vezes mais que os Estados Unidos.
O pescado brasileiro ganhou um novo destino internacional com o anúncio da abertura do mercado dos Emirados Árabes Unidos para produtos da pesca extrativa e da aquicultura. A informação foi divulgada nesta terça-feira (13) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, durante evento na sede do ministério.
Com isso, o governo brasileiro chegou à marca de 700 novos mercados abertos desde o início da atual gestão. Para dimensionar esse resultado, o ministro comparou o número ao registrado no governo anterior, quando, segundo ele, foram abertos 241 mercados.
“Estamos celebrando 700 mercados abertos contra 241 abertos no governo anterior. É quase três vezes. E isso diz muito, é eloquente”, afirmou André de Paula em evento na sede do ministério. “Vamos avançar muito além da meta que nos impusemos”, completou.
- Seguro-Defeso: pescadores ganham mais prazo para pedir benefício
- Sardinha se destaca entre os pescados
Exportações brasileiras em destaque
Além de destacar a abertura de novos destinos, André de Paula chamou a atenção para o desempenho das exportações do agronegócio. Segundo o ministro, os embarques ultrapassaram US$ 133,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026.
Nesse contexto, o ministro afirmou que o Brasil deverá superar os Estados Unidos e se tornar o maior exportador mundial de produtos alimentícios ainda neste ano.
“Até o fim do ano vamos nos transformar no maior exportador de produtos alimentícios do planeta. Essas coisas não acontecem ao acaso, são fruto de conjunção de fatores que mostram valor do produtor”, completou.
Na sequência, André de Paula apresentou números sobre o desempenho econômico do agronegócio. De acordo com ele, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor cresceu 26% entre 2023 e 2025 e poderá chegar a 29% com os resultados de 2026. Em contrapartida, para o período de 2019 a 2022, o ministro apontou um crescimento de 3,5%.
Ao comparar os dois períodos, ele declarou:
“São números eloquentes. O setor cresceu oito vezes o que atingiu no governo anterior”, disse.
Expectativa para a safra de grãos
Além dos resultados das exportações, André de Paula ressaltou as perspectivas para a produção brasileira de grãos na safra 2026/27. Durante o evento, o ministro mencionou uma previsão de 366 milhões de toneladas e relacionou essa expectativa à confiança nos produtos nacionais.
“Estamos planejando a maior safra de grãos da história 2026/27, de 366 milhões de toneladas. Tudo que estamos celebrando é fruto de credibilidade. Ninguém compra produtos nos quais não confia, que não sejam fruto de excelência”, completou.
Diante dessa perspectiva, o ministro destacou a credibilidade como um fator importante para a presença dos produtos brasileiros no mercado internacional. A fala também se relaciona à estratégia de ampliar os destinos comerciais do país.
China amplia participação no comércio brasileiro
Outro tema abordado por André de Paula foi a relação comercial com a China. Segundo o ministro, o país asiático comprou três vezes mais produtos brasileiros do que os Estados Unidos no período mencionado, enquanto o comércio ultrapassou US$ 55 bilhões.
Para ilustrar a importância dessa relação, ele afirmou:
“De cada três dólares que entram no Brasil, um vem da China”, disse.
Assim, a declaração reforça a importância dos mercados internacionais para as exportações brasileiras. Ao mesmo tempo, evidencia o papel atribuído pelo ministro à diversificação dos parceiros comerciais.
Diplomacia e abertura de mercados
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou a atuação diplomática na construção de relações comerciais e na ampliação das oportunidades para empresas brasileiras.
“Tentamos e tivemos sucesso em dialogar, construir confiança e transformar trabalho diplomático e técnico em oportunidades para a economia. Não é só número, são possibilidades reais que se abrem para produtores, cooperativas, agroindústrias e empresas”, afirmou.
Na mesma linha, Vieira ressaltou que a ampliação dos destinos comerciais pode fortalecer a presença brasileira no exterior.
“São caminhos para diversificar destinos, ampliar a presença internacional de produtos brasileiros”, completou.
Além disso, o chanceler mencionou a participação do agronegócio nas discussões sobre a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC). Também citou acordos concluídos desde 2023 com a União Europeia, a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e Singapura.
Nesse cenário, a abertura anunciada para o pescado brasileiro nos Emirados Árabes Unidos integra o conjunto de medidas apresentado pelo governo para ampliar a presença dos produtos nacionais no mercado internacional.