Resumo da notícia
- O Brasil deve registrar crescimento na produção, consumo e exportações de proteínas animais em 2025, com destaque para ovos, carne de frango e suína, segundo a ABPA.
- A produção de ovos deve crescer 7,9% em 2025, com exportações mais que dobrando e consumo per capita também em alta, indicando forte expansão no mercado interno e externo.
- Carne de frango e suína mantêm avanços constantes em produção e exportações, com aumentos moderados no consumo interno, refletindo resiliência e fortalecimento do setor.
O Brasil deve fechar 2025 com crescimento na produção, consumo e exportações de proteínas animais. As projeções são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A entidade apresentou os dados nesta terça-feira, durante coletiva de imprensa em São Paulo. Segundo a ABPA, o setor mostra resiliência e avanço no mercado interno e externo.
Ovos registram fortes altas na produção e exportação
A produção de ovos deve atingir 62,25 bilhões de unidades em 2025.O volume representa crescimento de 7,9% em relação a 2024. Em 2026, a produção pode alcançar até 66,5 bilhões de unidades. Portanto, esse resultado indica nova alta de 6,8% sobre 2025.
Além disso, as exportações de ovos devem chegar a 40 mil toneladas em 2025. O volume representa expansão de 116,6% frente às exportações de 2024. Para 2026, a expectativa aponta embarques de até 45 mil toneladas.
O avanço projetado é de 12,5% sobre este ano.
No mercado interno, o consumo também cresce. O consumo per capita passa de 269 para 287 unidades por habitante em 2025. Em 2026, a média pode chegar a 307 unidades por pessoa. Em resumo, isso representa alta adicional de 7% sobre 2025.
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Carne de frango mantém expansão dentro e fora do Brasil
A produção de carne de frango deve somar 15,32 milhões de toneladas em 2025. O número representa crescimento de até 2,2% em relação a 2024. Para 2026, a expectativa é atingir 15,6 milhões de toneladas produzidas. Ou seja, isso indica alta de 2% sobre o volume deste ano.
As exportações também avançam, embora em menor ritmo. O setor projeta até 5,32 milhões de toneladas embarcadas em 2025. Em 2026, o volume exportado pode alcançar 5,5 milhões de toneladas. A expansão estimada é de 3,4% frente ao ano anterior.
No mercado doméstico, a oferta cresce de forma consistente. A disponibilidade interna pode atingir 9,98 milhões de toneladas em 2025. Em 2026, a projeção sobe para 10,1 milhões de toneladas. O aumento esperado é de 1,2% sobre 2025. Com isso, o consumo per capita também tende a crescer. A média sobe de 45,5 quilos para 46,8 quilos por habitante em 2025. No ano seguinte, o consumo pode alcançar 47,3 quilos por pessoa. Em geral, o acréscimo projetado é de 1,2%.
Carne suína avança na produção e nas exportações
A produção brasileira de carne suína deve atingir 5,55 milhões de toneladas em 2025. O crescimento projetado é de 4,6% em relação a 2024. Em 2026, o setor pode alcançar produção de 5,7 milhões de toneladas, o que representa aumento adicional de 2,7%.
As exportações seguem em alta. O setor estima embarcar até 1,49 milhão de toneladas em 2025. O número indica avanço de 10% frente a 2024. Para 2026, as exportações podem atingir 1,55 milhão de toneladas. Portanto, o crescimento previsto é de 4% na comparação anual.
No mercado interno, a oferta também cresce. A disponibilidade deve alcançar 4,06 milhões de toneladas em 2025. Em 2026, a projeção aponta até 4,15 milhões de toneladas disponíveis. O aumento estimado é de 2,2%.
O consumo acompanha esse movimento. A média per capita deve chegar a 19 quilos em 2025. Em 2026, o brasileiro pode consumir até 19,5 quilos por pessoa. Isso representa crescimento de 2,5%.
Setor mantém confiança para 2026
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avalia o desempenho do setor como positivo. Segundo ele, as proteínas mantiveram crescimento mesmo diante de turbulências econômicas.
De acordo com Santin, os indicadores mostram força da produção, exportações e consumo doméstico.
Além disso, ele destaca custos equilibrados e demanda firme. O dirigente afirma que o cenário favorece novos avanços em 2026. Segundo ele, o setor mantém competitividade nos mercados interno e internacional.