Certificação reconhecida pelo MAPA permite desconto nas taxas do Plano Safra para fazendas de corte a pasto
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Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

A adoção de práticas sustentáveis na pecuária de corte pode gerar uma vantagem financeira para os produtores. Uma certificação reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) permite que propriedades certificadas tenham acesso a descontos nas taxas de juros do Plano Safra. A Elanco apresentou a iniciativa durante coletiva de imprensa na 49ª Expointer, em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre (RS).

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Participaram da coletiva Cristiano Anjo, diretor de Marketing; Pedro Sbardella, gerente de Marketing de Ruminantes; Renata Fernandes, gerente de Sustentabilidade; e Murilo Chuba, gerente Técnico de Ruminantes da Elanco.

Voltada à pecuária de corte a pasto, a Certificação Eficiência Positiva+ relaciona indicadores de produtividade e sustentabilidade à redução comprovada das emissões de metano entérico. Além disso, propriedades certificadas entram automaticamente na Plataforma AgroBrasil + Sustentável. Com isso, os produtores podem acessar linhas de crédito com juros subsidiados.

A iniciativa segue a Portaria MAPA nº 876/2025 e tem abrangência nacional. Dessa forma, a proposta busca tornar economicamente viável a transição para uma pecuária de menor impacto ambiental.

Certificação relaciona sustentabilidade ao crédito

A certificação estabelece critérios para propriedades que adotam práticas ambientais, de bem-estar animal, saúde do rebanho, rastreabilidade e gestão de pessoas. Assim, o processo considera tanto os resultados produtivos quanto os indicadores ambientais da fazenda.

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Para obter a certificação, o produtor precisa utilizar o Zimprova™, produto veterinário à base de narasina para bovinos de corte. Segundo a Elanco, a tecnologia possui indicação aprovada para aumentar o desempenho zootécnico e reduzir as emissões de metano entérico.

Além disso, estudos realizados em parceria com a Embrapa registraram reduções de 27% e 34% nas emissões de metano entérico. Os resultados correspondem às doses de 15 e 25 ppm, respectivamente.

Coletiva de imprensa da Elanco na 49ª Expointer – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

Em testes in vivo realizados com o sistema GreenFeed, a tecnologia também registrou redução absoluta de 10,6% nas emissões. Nesse caso, o estudo utilizou a dose de 13 ppm.

O chamado “efeito poupa-terra” também aparece entre os resultados avaliados. Estudos validaram o conceito em sistemas tropicais com gado Nelore criado em pastagens de braquiária. Dessa maneira, a maior eficiência pode acelerar o ciclo de terminação e liberar áreas para preservação ou rotação.

Auditoria independente acompanha propriedades

A SBCert realiza a auditoria e a verificação da certificação. O organismo independente busca garantir a imparcialidade do processo. Além disso, a medida pretende dar credibilidade ao selo perante instituições financeiras e frigoríficos.

A avaliação técnica considera 13 critérios operacionais. Entre eles estão a gestão ambiental e dos recursos naturais, o bem-estar animal e o manejo racional. O processo também analisa a saúde e a biossegurança do rebanho.

Além disso, a certificação verifica aspectos relacionados à rastreabilidade, à conformidade socioambiental e aos recursos humanos. Capacitação e cumprimento da legislação trabalhista também entram na avaliação.

O selo tem validade de 12 meses. Portanto, as propriedades precisam passar por auditorias anuais para manter a certificação. O processo também prevê a busca contínua por melhorias nas práticas adotadas.

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Metano entra na discussão sobre eficiência

Para Pedro Sbardella, gerente de Marketing de Ruminantes da Elanco, a certificação cria um incentivo econômico para tecnologias capazes de melhorar a eficiência produtiva e reduzir impactos ambientais.

“Ao comprovar resultados produtivos e ambientais, o pecuarista passa a ter acesso a melhores condições de crédito para o custeio e o investimento na fazenda. Isso torna a transição para uma pecuária de baixo carbono mais viável financeiramente e ajuda a acelerar a adoção de tecnologias que geram valor para toda a cadeia.”

Sbardella também relaciona a redução do metano ao aproveitamento da energia pelo animal.

“O metano representa uma perda de energia para o animal. Quando atuamos sobre esse processo biológico, parte dessa energia pode ser aproveitada na produção. O resultado é um sistema mais eficiente, com ganhos produtivos e ambientais que podem ser medidos e comprovados.”

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Porta-vozes da Elanco durante coletiva de imprensa na Expointer
Porta-vozes da Elanco: Pedro Sbardella, gerente de Marketing de Ruminantes; Renata Fernandes, gerente de Sustentabilidade da Elanco; Cristiano Anjo – Diretor de Marketing da Elanco e Murilo Chuba, gerente técnico de ruminantes Elanco – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

Pecuária de baixo carbono busca retorno financeiro

Renata Fernandes, gerente de Sustentabilidade da Elanco, destaca a importância de associar sustentabilidade e retorno financeiro para o produtor.

“A sustentabilidade no campo só se consolida de forma duradoura quando está associada ao retorno financeiro do pecuarista. Com o Eficiência Positiva+, alinhamos tecnologia de ponta, comprovação científica e benefício regulatório para que o produtor aumente sua rentabilidade enquanto lidera a agenda de descarbonização da carne brasileira.”

Além disso, a executiva avalia que o Brasil tem potencial para ampliar sua participação na produção de carne de menor impacto ambiental.

“O Brasil já é líder mundial na produção e exportação de carne e tem todas as condições para ser também a grande referência global em pecuária de baixo carbono. Com a certificação, damos as ferramentas para que o pecuarista lidere esse movimento com autonomia, provando que produtividade e compromisso climático andam lado a lado.”

Durante a 49ª Expointer, a Elanco mantém um espaço de 236 metros quadrados em uma das principais avenidas do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A feira segue até 6 de setembro e reúne produtores, empresas e representantes do setor agropecuário.