Resumo da notícia
- O preço do urucum entre R$ 12 e R$ 13 por quilo reduz a margem dos agricultores da Nova Alta Paulista, enquanto custos elevados e clima irregular agravam as dificuldades na safra.
- Produtores como Maria Aparecida e Marcos Everaldo enfrentam desafios na colheita devido à floração irregular, chuvas irregulares e exigência de qualidade das sementes.
- Apesar da pressão nos preços, a demanda por corantes naturais cresce, oferecendo perspectivas positivas e oportunidades para aumentar a rentabilidade do urucum.
O preço do urucum entre R$ 12 e R$ 13 por quilo reduz a margem dos agricultores da Nova Alta Paulista. Além disso, os custos elevados e o clima irregular aumentam as dificuldades nesta safra.
A região concentra a maior produção da semente em São Paulo. Por isso, a pressão sobre os preços preocupa quem depende da cultura para gerar renda.
- São Roque colhe pela primeira vez a uva italiana nebbiolo na safra de inverno
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Preço baixo aumenta pressão sobre produtores
Em Osvaldo Cruz (SP), Maria Aparecida Fafreto enfrenta a primeira colheita de uma área com mil pés de urucum-anão. Segundo ela, os cuidados com a lavoura favoreceram a produção. No entanto, a floração irregular aumentou o trabalho e as despesas.
Durante a colheita, Maria precisa retornar várias vezes à mesma área para recolher os frutos que amadurecem em períodos diferentes. Além disso, precisa agir rapidamente para evitar que os cachos abertos percam qualidade.
Mesmo com a margem abaixo do esperado, a agricultora pretende continuar na atividade. Por isso, planeja plantar mais mil pés de urucum.
Clima prejudica produção em Junqueirópolis
Em Junqueirópolis, Marcos Everaldo Altrão também enfrentou dificuldades. Nesta safra, ele colheu 15 toneladas em uma área com 30 mil pés, volume 25% menor que o registrado no ano passado.
Segundo o agricultor, a irregularidade das chuvas afetou diferentes etapas da produção. Primeiro, a falta de água durante o plantio prejudicou o desenvolvimento das plantas. Depois, o excesso de chuva na colheita comprometeu a qualidade dos grãos.
Além disso, a indústria exige umidade máxima de 12% nas sementes, segundo Marcos. Assim, o produtor precisa redobrar os cuidados para entregar o produto dentro do padrão. Para reduzir os gastos com mão de obra, ele também substituiu a capina manual pelo uso de herbicidas no controle das ervas daninhas.
Indústria aposta em corantes naturais
O engenheiro agrônomo Eduardo Ribeiro aponta que a oferta elevada não acompanhou o crescimento da demanda. Consequentemente, os preços ficaram pressionados e a margem dos agricultores diminuiu.
Apesar desse cenário, o mercado apresenta uma perspectiva positiva. A indústria alimentícia tem ampliado os investimentos em corantes naturais e, com isso, aumenta o potencial de mercado para o urucum.
Dessa forma, o crescimento da demanda pode abrir novas oportunidades para os agricultores e contribuir para melhorar a rentabilidade da cultura nos próximos anos.