Resumo da notícia
- A ameixa é uma opção para diversificar a produção em propriedades pequenas, mas exige avaliação do clima e escolha de cultivares adaptadas, considerando sua necessidade variável de horas de frio.
- Melhorias genéticas no Brasil ampliaram cultivares com diferentes exigências de frio, como Carmesim, que tem baixa necessidade e alta produtividade, permitindo cultivo em regiões menos frias.
- Além do consumo in natura, a ameixa pode ser processada em geleias e bebidas, mas a rentabilidade depende do planejamento cuidadoso do clima, manejo, mercado e custos de produção.
A ameixa pode ajudar produtores a diversificar a produção, inclusive em propriedades com áreas menores. No entanto, antes de implantar um pomar, o produtor precisa avaliar o clima da região e escolher uma cultivar adaptada ao local.
A ameixeira é uma frutífera de clima temperado e apresenta diferentes níveis de exigência de frio durante o período de dormência. Segundo a Embrapa, algumas cultivares precisam de cerca de 200 horas de frio, enquanto outras exigem 1.500 horas ou mais. Quando a planta não recebe frio suficiente, a brotação e a floração podem ocorrer de forma irregular e prejudicar a produção.
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Escolha da cultivar é decisiva
No Brasil, os trabalhos de melhoramento genético ampliaram as possibilidades de cultivo da ameixa. Nesse sentido, o Instituto Agronômico (IAC) mantém diferentes cultivares com características como produtividade, precocidade, rusticidade e menor exigência de frio.
Entre elas estão Carmesim, Gema de Ouro, Grancuore, Januária e Centenária. A cultivar Carmesim, por exemplo, foi lançada pelo IAC em 1973 e apresenta precocidade, produtividade e baixa exigência de frio.
Com o desenvolvimento dessas cultivares, o cultivo avançou para regiões com menor quantidade de horas de frio. Por isso, o produtor deve definir a variedade antes de implantar o pomar e considerar as condições climáticas da propriedade. Além disso, precisa avaliar a disponibilidade de água, o risco de geadas, o manejo da área e o mercado para a fruta.
Frio influencia a produção
A necessidade de frio varia entre as cultivares de ameixa. De acordo com a Embrapa, as principais regiões produtoras do Sul do Brasil registram, em geral, entre 300 e 700 horas de frio. Esse intervalo, porém, não atende necessariamente às exigências de todas as variedades.
Por isso, conhecer o clima da propriedade ajuda o produtor a reduzir riscos na implantação do pomar. A água também merece atenção: segundo a Embrapa, a ameixeira necessita de aproximadamente 600 milímetros de água para completar o ciclo.
Assim, o produtor deve avaliar as condições da área antes do plantio e verificar se a cultivar escolhida se adapta ao ambiente.
Produção amplia opções de comercialização
Além do consumo in natura, a ameixa pode ser utilizada na fabricação de geleias, bebidas e outros produtos processados. Dessa forma, o produtor pode encontrar diferentes canais de comercialização.
Ainda assim, essa possibilidade não garante rentabilidade. O resultado financeiro depende da produtividade, dos custos de produção, do preço recebido e do canal de venda.
Portanto, quem pretende investir na cultura deve analisar primeiro o clima, escolher uma cultivar adequada e avaliar o mercado. Com esse planejamento, a ameixa pode se tornar uma alternativa de diversificação da propriedade.