Resumo da notícia
- Os preços do etanol hidratado caíram no mercado paulista após quase dois meses de alta, com usinas ampliando oferta para questões financeiras, mas chuvas recentes limitaram a disponibilidade em algumas regiões.
- Distribuidoras preferem retirar volumes comprados anteriormente e aguardam novos movimentos de preço antes de novas compras, refletindo cautela diante da oscilação do mercado.
- Mesmo com a queda dos preços, o volume médio semanal negociado em setembro está 57,7% acima do mesmo período de 2025, indicando forte demanda e movimentos diversos entre oferta e procura.
Os preços do etanol hidratado voltaram a cair no mercado paulista após quase dois meses de altas. Segundo o Cepea, algumas usinas ampliaram a oferta para atender necessidades financeiras ou liberar espaço nos tanques. As chuvas recentes em boa parte das regiões produtoras, porém, restringiram o volume ofertado por outras unidades. Com menor disponibilidade, parte das usinas manteve uma postura mais firme nas negociações.
Do lado comprador, algumas distribuidoras priorizaram a retirada de volumes adquiridos anteriormente. Com isso, passaram a esperar novos movimentos dos preços antes de realizar novas compras no mercado.
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Volume negociado segue acima de 2025
Apesar da queda recente nas cotações, o mercado mantém ritmo de negociação superior ao observado no ano passado. Dados do Cepea mostram que o volume médio semanal de etanol hidratado negociado em setembro está 57,7% acima do registrado no mesmo período de 2025.
O indicador mostra que a retração dos preços ocorre mesmo com um volume de negócios mais elevado na comparação anual. O cenário combina, portanto, diferentes movimentos entre oferta e demanda no mercado paulista. Em agosto, o Cepea registrou a primeira alta mensal dos preços dos etanóis na safra 2026/27. Naquele mês, o volume de etanol hidratado negociado pelas usinas de São Paulo foi o maior desde janeiro de 2025.
A mudança recente nas cotações ocorre, assim, depois de um período de maior firmeza dos preços no início da temporada. O comportamento das chuvas também permanece relevante para o ritmo da moagem e para a disponibilidade do biocombustível no mercado.