Resumo da notícia
- A infestação de cigarrinhas em cana-de-açúcar e pastagens compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a qualidade da produção e impacta negativamente a produtividade dos produtores.
O avanço das cigarrinhas em áreas de cana-de-açúcar e pastagens preocupa produtores brasileiros. A infestação prejudica o desenvolvimento das plantas, reduz a qualidade da produção e, por consequência, afeta a produtividade das propriedades. Entre as espécies mais associadas a essas culturas, destacam-se a cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata), a cigarrinha-das-pastagens (Zulia entreriana) e a cigarrinha-dos-capinzais (Deois flavopicta). Todas exigem monitoramento constante e estratégias de manejo para limitar os danos no campo.
Na cana-de-açúcar, a cigarrinha-das-raízes ataca os colmos e, assim, altera o teor de açúcar e a quantidade de fibras. Esses efeitos chegam ao processamento industrial. Nas pastagens, por sua vez, os insetos reduzem a produção e a qualidade das forrageiras. Quando a infestação se intensifica, eles ainda contribuem para a degradação das áreas que alimentam o rebanho.
Segundo o head de Plant Nutrition and Health da CJ Selecta, Diogo Cano, o problema vai além da simples presença do inseto.
“O ataque interfere diretamente no desenvolvimento das plantas e, dependendo da intensidade da infestação, pode trazer reflexos para a produtividade e qualidades da produção. Por isso, identificar a ocorrência e adotar estratégias de manejo de forma adequada são medidas importantes para reduzir os prejuízos”, afirma.
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Além de acompanhar as áreas de perto, o produtor pode recorrer ao manejo biológico. Nesse tipo de abordagem, o fungo Metarhizium anisopliae ocupa uma posição de destaque. Ele age sobre o inseto em etapas: primeiro, os conídios germinam; depois, penetram no organismo da praga e o colonizam até provocar sua morte. pesquisas já avaliam o uso da fungo contra cigarrinhas em diferentes sistemas produtivos inclusive na cana-de-açúcar e nas pastagens.
Solução da CJ Selecta
Nesse cenário, a CJ Selecta lançou o Soldaz, inseticida microbiológico voltado ao manejo das diferentes cigarrinhas. O produto foi desenvolvido pela área de Plant Nutrition and Health, que trabalha com fertilizantes especiais e soluções para nutrição de plantas, segmento em que a empresa passou a atuar em 2019. Com sede em Uberlândia (MG) e fábrica em Araguari (MG), a companhia faz parte do grupo coreano CJ, produz derivados de soja desde 1984 e está entre as maiores exportadoras de Concentrado Protéico de Soja (SPC, na sigla em inglês).
De acordo com Cano, o Soldaz vem em pó molhável (formulação WP), que se mistura facilmente à água, e contém pelo menos 2 x 10⁹ esporos vivos do fungo por grama de produto. A ação começa quando os esporos se espalham e grudam no corpo da cigarra. Depois, eles germinam, atravessam a casca protetora do inseto e se desenvolvem dentro dele. Com a infecção, a praga morre.
“O Soldaz foi desenvolvido para oferecer uma ferramenta de controle biológico direcionada a um problema relevante para duas culturas de grande importância no Brasil. A partir da ação do Metarhizium anisopliae, o produto atua sobre o inseto ao longo de diferentes etapas, desde a adesão e germinação até a colonização e infecção. É uma solução que alia a praticidade de aplicação ao uso de um agente biológico no manejo das cigarrinhas”, destaca Diego.
Para facilitar o trabalho no campo, o Soldaz oferece dispersão rápida e homogênea, preparo simplificado de calda, aplicação uniforme e desempenho agronômico. Além disso, a ação do inseticida contempla a disseminação natural dos esporos, o que favorece a propagação do agente biológico entre os insetos contaminados. Dessa forma, o produto tem o papel de atuar sobre o controle da praga e proteger a cultura de canaviais e pastagens.