Resumo da notícia
- O agronegócio deve representar 22,8% do PIB brasileiro em 2026, mas enfrenta retração de 7,8%, com queda de 13,7% na agricultura e crescimento de 2,8% na pecuária, segundo projeções oficiais.
- Produtores rurais ligados ao agronegócio buscam diversificar patrimônio investindo no mercado imobiliário, especialmente em Itapema (SC), onde imóveis atraem por potencial de valorização e geração de renda via aluguel.
- Empresários do agronegócio correspondem a 50% da carteira do Grupo N1 em Itapema, destacando o interesse em distribuir capital entre atividades e aproveitar oportunidades de preservação patrimonial e renda no litoral catarinense.
O agronegócio brasileiro mantém participação expressiva na economia e movimenta recursos que também podem chegar a outros setores, como o mercado imobiliário. Em 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor tem estimativa de R$ 3,13 trilhões, o equivalente a 22,8% da economia nacional, segundo projeções baseadas em dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Apesar desse peso econômico, as perspectivas para o ano apontam desafios. Projeções divulgadas pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base em estimativas do Cepea e da CNA, indicam retração de 7,8% no PIB do agronegócio em 2026. A estimativa considera uma queda de 13,7% no segmento agrícola, enquanto a pecuária deve avançar 2,8%.
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Diante desse cenário, parte dos empresários e produtores rurais pode buscar alternativas para distribuir o patrimônio entre diferentes atividades. Nesse contexto, os investimentos imobiliários aparecem como uma possibilidade de diversificação, com potencial de gerar renda por meio de aluguéis. Entretanto, os resultados dependem das condições do mercado, dos custos de manutenção e da ocupação dos imóveis.
Itapema atrai investidores ligados ao agronegócio
No litoral de Santa Catarina, Itapema chama a atenção pelo mercado imobiliário. Em agosto de 2026, o preço médio anunciado dos imóveis residenciais chegou a R$ 15.403 por metro quadrado, segundo o Índice FipeZAP. No período, o indicador registrou variação mensal de -0,002% e alta de 4,85% em 12 meses.
Os números se referem aos preços anunciados, e não necessariamente aos valores efetivamente negociados. Além disso, a valorização passada não garante ganhos futuros para quem compra um imóvel.
Nesse mercado, o Grupo N1 afirma que empresários e produtores ligados ao agronegócio representam 50% de sua carteira de clientes. Segundo a incorporadora, esses compradores procuram imóveis em Itapema como forma de diversificar o patrimônio e ampliar as possibilidades de renda. O percentual diz respeito à carteira da própria empresa e não representa, necessariamente, o perfil dos compradores de todo o mercado imobiliário da cidade.
“Temos recebido empresários e produtores que construíram patrimônio no agronegócio e procuram o litoral catarinense justamente para diversificar os investimentos. Eles não estão deixando o campo. São compradores que querem distribuir o capital entre atividades diferentes e encontram no imóvel um ativo que pode combinar preservação patrimonial, valorização ao longo do tempo e geração de renda. Itapema chama a atenção desse público pelo histórico do mercado imobiliário e pela demanda que a cidade mantém tanto para compra quanto para locação”, explica Josemar Pasqualotto Júnior, CEO do Grupo N1.
Aluguel pode complementar a renda dos produtores
Além da possibilidade de valorização, a locação é outro fator que pode influenciar a decisão de compra. Um imóvel alugado pode gerar receita recorrente, embora o resultado dependa da procura, da taxa de ocupação, dos gastos com manutenção, dos impostos e de eventuais períodos sem inquilinos.
Em Itapema, o bairro Morretes concentra empreendimentos do Grupo N1, entre eles o New Horizon Residence e o Dreams Village Residence. A empresa aponta a região como uma alternativa para compradores interessados em diversificar os investimentos por meio de imóveis.
“A locação tem um peso importante nessa decisão porque permite que o imóvel se torne uma fonte de renda recorrente. É um patrimônio que passa a gerar receita para o proprietário e pode complementar os rendimentos obtidos em sua atividade principal”, conclui o executivo.
A busca por alternativas de investimento pode ampliar as opções de empresários e produtores rurais, mas exige análise individual. Antes de comprar, é importante avaliar o preço do imóvel, as condições de financiamento, os custos de manutenção e a demanda por locação. Dessa forma, a diversificação patrimonial pode ser planejada com maior clareza sobre os riscos e as possibilidades de retorno.