Cotações avançam na maioria das regiões acompanhadas, enquanto o feijão-preto apresenta queda em Curitiba
Terceira safra derruba preço do feijão carioca no campo. Oferta avança, pressiona cotações do feijão carioca.
Foto: Divulgação - Embrapa / Sebastião Araújo.

Os preços do feijão-carioca subiram na maioria das regiões produtoras acompanhadas no início de outubro. Apesar do movimento predominante de alta, as cotações apresentaram diferenças conforme a região e o tipo de grão negociado.

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Na sexta-feira, 9 de outubro, o feijão-carioca de qualidade superior foi cotado a R$ 309,65 por saca de 60 quilos no Leste Goiano. O valor representou alta de 1,04% em uma semana. Os dados de preços podem ser conferidos nos indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Por outro lado, o feijão-preto apresentou queda em Curitiba (PR). Na mesma data, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 272,83, com recuo de 2,12% no período. Essa cotação também precisa ser confrontada com a série de preços correspondente antes da publicação.

Oferta e demanda influenciam as cotações

O comportamento dos preços varia conforme as condições de oferta e demanda em cada região produtora. Além disso, as negociações refletem as diferenças entre os tipos e as qualidades dos grãos disponíveis no mercado.

Nesse cenário, a reposição dos estoques do varejo pode influenciar o ritmo das compras e das negociações. Para acompanhar as condições do mercado agrícola, o produtor também pode consultar os levantamentos e as análises divulgados pelo Cepea e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

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Assim, mesmo com a predominância de altas para o feijão-carioca, o mercado não apresenta um movimento uniforme em todas as regiões. Por isso, acompanhar as cotações locais ajuda a compreender as diferenças de valorização entre as praças produtoras.

Feijão-preto apresenta movimento diferente

Enquanto o feijão-carioca registrou valorização em boa parte das regiões acompanhadas, o feijão-preto apresentou recuo em Curitiba. A cotação de R$ 272,83 por saca de 60 quilos, em 9 de outubro, representou uma queda de 2,12% em uma semana, conforme os dados que ainda precisam de confirmação na série de preços utilizada.

Essa diferença reforça a importância de acompanhar separadamente as cotações de cada variedade. Afinal, os preços podem seguir direções distintas de acordo com a região e as condições específicas de comercialização.

Mercado acompanha a próxima safra

Além das negociações atuais, as perspectivas para a safra 2026/27 também merecem atenção. As condições climáticas e o andamento do plantio podem influenciar a evolução da produção e as expectativas de oferta.

Para acompanhar esse cenário, os levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) são uma referência para consultar informações sobre área plantada, produção e perspectivas das safras brasileiras.

Dessa forma, as próximas semanas serão importantes para observar como as cotações se comportam diante das condições de mercado e das perspectivas para a nova temporada.

Portanto, o comportamento dos preços do feijão-carioca nas diferentes regiões produtoras continuará no radar do mercado. Além das cotações registradas no início de outubro, a evolução da oferta e as perspectivas para a safra 2026/27 serão importantes para acompanhar os próximos movimentos do setor, especialmente diante das diferenças regionais observadas nas negociações.