Resumo da notícia
- Os preços do feijão-carioca subiram em outubro na maioria das regiões produtoras, com destaque para alta de 1,04% no Leste Goiano, chegando a R$ 309,65 por saca de 60 kg.
- O feijão-preto teve queda em Curitiba, com a saca negociada a R$ 272,83, recuo de 2,12% na semana, mostrando divergência no comportamento dos preços por variedade e região.
- A oferta, demanda e qualidade influenciam as cotações, enquanto a próxima safra 2026/27 e condições climáticas devem impactar as perspectivas de mercado e evolução dos preços.
Os preços do feijão-carioca subiram na maioria das regiões produtoras acompanhadas no início de outubro. Apesar do movimento predominante de alta, as cotações apresentaram diferenças conforme a região e o tipo de grão negociado.
Na sexta-feira, 9 de outubro, o feijão-carioca de qualidade superior foi cotado a R$ 309,65 por saca de 60 quilos no Leste Goiano. O valor representou alta de 1,04% em uma semana. Os dados de preços podem ser conferidos nos indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).
Por outro lado, o feijão-preto apresentou queda em Curitiba (PR). Na mesma data, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 272,83, com recuo de 2,12% no período. Essa cotação também precisa ser confrontada com a série de preços correspondente antes da publicação.
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Oferta e demanda influenciam as cotações
O comportamento dos preços varia conforme as condições de oferta e demanda em cada região produtora. Além disso, as negociações refletem as diferenças entre os tipos e as qualidades dos grãos disponíveis no mercado.
Nesse cenário, a reposição dos estoques do varejo pode influenciar o ritmo das compras e das negociações. Para acompanhar as condições do mercado agrícola, o produtor também pode consultar os levantamentos e as análises divulgados pelo Cepea e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Assim, mesmo com a predominância de altas para o feijão-carioca, o mercado não apresenta um movimento uniforme em todas as regiões. Por isso, acompanhar as cotações locais ajuda a compreender as diferenças de valorização entre as praças produtoras.
Feijão-preto apresenta movimento diferente
Enquanto o feijão-carioca registrou valorização em boa parte das regiões acompanhadas, o feijão-preto apresentou recuo em Curitiba. A cotação de R$ 272,83 por saca de 60 quilos, em 9 de outubro, representou uma queda de 2,12% em uma semana, conforme os dados que ainda precisam de confirmação na série de preços utilizada.
Essa diferença reforça a importância de acompanhar separadamente as cotações de cada variedade. Afinal, os preços podem seguir direções distintas de acordo com a região e as condições específicas de comercialização.
Mercado acompanha a próxima safra
Além das negociações atuais, as perspectivas para a safra 2026/27 também merecem atenção. As condições climáticas e o andamento do plantio podem influenciar a evolução da produção e as expectativas de oferta.
Para acompanhar esse cenário, os levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) são uma referência para consultar informações sobre área plantada, produção e perspectivas das safras brasileiras.
Dessa forma, as próximas semanas serão importantes para observar como as cotações se comportam diante das condições de mercado e das perspectivas para a nova temporada.
Portanto, o comportamento dos preços do feijão-carioca nas diferentes regiões produtoras continuará no radar do mercado. Além das cotações registradas no início de outubro, a evolução da oferta e as perspectivas para a safra 2026/27 serão importantes para acompanhar os próximos movimentos do setor, especialmente diante das diferenças regionais observadas nas negociações.