Alta do feijão melhora a remuneração do produtor, enquanto negócios com o carioca perdem ritmo em algumas regiões
feijão
Foto: Divulgação - Epagri/Aires Mariga

As cotações do feijão-preto subiram nas praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), enquanto o feijão-carioca também registrou alta. A presença compradora sustentou os preços nos últimos dias.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

No caso do carioca, as altas se espalharam pelas regiões acompanhadas pelo Cepea. Entretanto, o avanço das cotações reduziu o ritmo das negociações em algumas praças, segundo os pesquisadores.

O movimento ocorre depois de um período de pressão sobre o mercado. Em agosto, a entrada da terceira safra ampliou a oferta de feijão-carioca e dificultou a recuperação dos preços. No fim do mês, porém, produtores reduziram o volume ofertado diante das cotações mais baixas, contribuindo para uma reação parcial do mercado.

Feijão-preto encontra sustentação

No mercado do feijão-preto, as cotações permaneceram mais firmes. Segundo o Cepea, a menor disponibilidade do produto durante a entressafra e a procura por lotes de melhor qualidade ajudaram a sustentar os preços.

Esse cenário diferencia o comportamento dos dois tipos de feijão. Enquanto a oferta da terceira safra influencia o mercado do carioca, a disponibilidade mais restrita do preto limita a pressão sobre as cotações.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Para o produtor que ainda possui feijão disponível, a valorização melhora as condições de comercialização. Ao mesmo tempo, a reação dos preços pode levar compradores a adotar maior cautela nas novas negociações.

Preços variam entre regiões

As diferenças entre as praças também aparecem nos indicadores acompanhados pelo Cepea. Em 3 de setembro, o feijão-preto tipo 1 registrou R$ 241,19 por saca de 60 quilos em Itapeva, R$ 223,33 na metade sul do Paraná e R$ 233 no Oeste Catarinense.

No feijão-carioca de peneira 12 e/ou notas 9 ou superior, os preços foram de R$ 322,71 por saca em Itapeva e R$ 335 em São Paulo na mesma data.

Os preços variam conforme a região e as características do produto. Por isso, o produtor precisa considerar as condições locais ao avaliar novas vendas.

Enquanto o feijão-preto encontra sustentação com a oferta mais restrita, o carioca passa por uma reação que já afeta o ritmo das negociações em algumas regiões. A presença compradora, por sua vez, mantém o mercado atento aos próximos movimentos de preços.