Resumo da notícia
- As cotações do feijão-preto subiram devido à menor oferta na entressafra e procura por lotes de melhor qualidade, enquanto o feijão-carioca também registrou alta impulsionada pela redução da oferta.
- A valorização do feijão-carioca reduziu o ritmo das negociações em algumas regiões, após um período de pressão causado pela entrada da terceira safra que ampliou a oferta e dificultou a recuperação dos preços.
- Os preços variam conforme a região e tipo do feijão, com o feijão-preto custando entre R$ 223,33 e R$ 241,19 e o carioca entre R$ 322,71 e R$ 335 por saca, exigindo atenção dos produtores às condições locais.
As cotações do feijão-preto subiram nas praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), enquanto o feijão-carioca também registrou alta. A presença compradora sustentou os preços nos últimos dias.
No caso do carioca, as altas se espalharam pelas regiões acompanhadas pelo Cepea. Entretanto, o avanço das cotações reduziu o ritmo das negociações em algumas praças, segundo os pesquisadores.
O movimento ocorre depois de um período de pressão sobre o mercado. Em agosto, a entrada da terceira safra ampliou a oferta de feijão-carioca e dificultou a recuperação dos preços. No fim do mês, porém, produtores reduziram o volume ofertado diante das cotações mais baixas, contribuindo para uma reação parcial do mercado.
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Feijão-preto encontra sustentação
No mercado do feijão-preto, as cotações permaneceram mais firmes. Segundo o Cepea, a menor disponibilidade do produto durante a entressafra e a procura por lotes de melhor qualidade ajudaram a sustentar os preços.
Esse cenário diferencia o comportamento dos dois tipos de feijão. Enquanto a oferta da terceira safra influencia o mercado do carioca, a disponibilidade mais restrita do preto limita a pressão sobre as cotações.
Para o produtor que ainda possui feijão disponível, a valorização melhora as condições de comercialização. Ao mesmo tempo, a reação dos preços pode levar compradores a adotar maior cautela nas novas negociações.
Preços variam entre regiões
As diferenças entre as praças também aparecem nos indicadores acompanhados pelo Cepea. Em 3 de setembro, o feijão-preto tipo 1 registrou R$ 241,19 por saca de 60 quilos em Itapeva, R$ 223,33 na metade sul do Paraná e R$ 233 no Oeste Catarinense.
No feijão-carioca de peneira 12 e/ou notas 9 ou superior, os preços foram de R$ 322,71 por saca em Itapeva e R$ 335 em São Paulo na mesma data.
Os preços variam conforme a região e as características do produto. Por isso, o produtor precisa considerar as condições locais ao avaliar novas vendas.
Enquanto o feijão-preto encontra sustentação com a oferta mais restrita, o carioca passa por uma reação que já afeta o ritmo das negociações em algumas regiões. A presença compradora, por sua vez, mantém o mercado atento aos próximos movimentos de preços.