Resumo da notícia
- A aveia-branca no RS enfrenta perdas significativas por doenças como ferrugem e eventos climáticos severos, com até 80% de redução em áreas afetadas como Santiago.
- Produtores colheram 7% da área e enfrentam variações na qualidade dos grãos, com umidade elevada prejudicando o PH e a comercialização em regiões como Ijuí.
- Em algumas regiões, como Frederico Westphalen e Passo Fundo, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e condições sanitárias, enquanto em Maçambará parte da área foi dessecada para soja.
A aveia-branca no RS enfrenta perdas de produtividade e problemas de qualidade em diferentes regiões. Chuvas fortes, ventos e granizo atingiram lavouras, enquanto doenças, principalmente ferrugens, também reduzem o potencial produtivo de algumas áreas. Em Santiago, pelo menos 50 hectares registraram perdas estimadas em 80%.
Segundo levantamento da Emater/RS-Ascar, os produtores já colheram 7% da área cultivada. As demais lavouras seguem em diferentes fases de desenvolvimento, entre o estágio vegetativo, florescimento, enchimento de grãos e maturação.
Os produtores cultivaram uma área estimada em 387.697 hectares de aveia-branca, com produtividade média projetada de 2.322 quilos por hectare. O cenário, porém, varia entre as regiões, principalmente quanto à sanidade das lavouras, ao potencial produtivo e à qualidade dos grãos.
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Ferrugem ameaça produtividade em algumas áreas
Na região administrativa de Bagé, o município de Maçambará registra alta severidade de ferrugem da folha em algumas lavouras. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a doença deve reduzir de forma significativa o potencial produtivo dessas áreas.
Os produtores cultivaram 1.044 hectares no município, e 10% da área está em maturação. Além disso, algumas lavouras foram dessecadas e destinadas ao plantio de soja porque a colheita dos grãos deixou de ser economicamente viável.
Em Frederico Westphalen, por outro lado, os produtores mantêm lavouras com desenvolvimento adequado. Do total cultivado, 30% da área está em enchimento de grãos, 55% em maturação e 15% já foi colhida.
Umidade prejudica qualidade dos grãos
Na região de Ijuí, mais de 50% da área cultivada está no final do enchimento de grãos e avança para a maturação. Ao mesmo tempo, a umidade já afetou a qualidade da aveia-branca colhida.
Segundo a Emater/RS-Ascar, os produtores colheram grãos com coloração escura, elevada acidez e peso do hectolitro (PH) inferior a 50. Essas características dificultam a comercialização da produção para a indústria de alimentos.
Em Passo Fundo, por outro lado, os produtores mantêm todas as lavouras em enchimento de grãos, e a Emater/RS-Ascar registra boas condições sanitárias.
Chuva e granizo provocam perdas
As condições climáticas também causaram danos em diferentes municípios da região de Santa Maria. Fortes chuvas, ventos e granizo atingiram áreas produtoras de aveia-branca.
Em Santiago, pelo menos 50 hectares registraram perdas de produtividade estimadas em 80%. O impacto ocorre enquanto parte das lavouras se aproxima da colheita.
Além disso, os ventos provocaram tombamento de plantas, principalmente nas áreas mais atingidas. O problema pode dificultar a passagem das máquinas e reduzir a produtividade esperada. Em alguns casos, os produtores podem destinar a lavoura para cobertura do solo.
Colheita avança em ritmos diferentes
Na região de Santa Rosa, uma parcela significativa das lavouras ainda está no início da exposição das panículas. A Emater/RS-Ascar prevê que essas áreas alcancem a maturação somente na segunda quinzena de outubro.
Os produtores que implantaram as lavouras mais cedo, entretanto, devem iniciar a colheita nos próximos dias. Por isso, o avanço da colheita de aveia ocorre em ritmos diferentes entre as regiões.
Na região de Soledade, 3% das lavouras estão em florescimento, 92% em enchimento de grãos, 4% no início da maturação e 1% já foi colhida.
As condições fitossanitárias também variam entre as áreas. Enquanto alguns produtores mantêm cultivos com ótima sanidade, outros enfrentam alta incidência de doenças fúngicas, principalmente ferrugens.
De modo geral, a Emater/RS-Ascar considera bom o padrão das lavouras na região. Além disso, os períodos de maior radiação solar têm favorecido a evolução da cultura.