Resumo da notícia
- Produtores de flores do Rio Grande do Sul iniciam a principal temporada de vendas entre agosto e outubro, com expectativa de crescimento entre 3% e 4%, dependendo das condições climáticas favoráveis.
- O clima é fator crucial para a produção, pois temperaturas extremas, excesso de chuva e umidade aumentam o risco de fungos e prejudicam o desenvolvimento das plantas.
- Custos elevados, especialmente de mão de obra e insumos importados, pressionam os produtores, que apesar disso observam crescimento do mercado e maior interesse dos consumidores por flores.
Com a chegada da primavera, produtores de flores do Rio Grande do Sul entram no principal período de vendas do ano. Em Pareci Novo, um dos principais polos de produção e distribuição do Estado, os agricultores esperam uma temporada positiva, mas acompanham de perto o comportamento do clima.
Segundo Jair Calsing, diretor de produção da Associação Riograndense de Floricultura (Aflori), a principal janela de comercialização começa entre 15 e 20 de agosto e segue até o fim de outubro. Nesse período, as temperaturas costumam favorecer o desenvolvimento das plantas, enquanto o risco de geadas diminui.
“As plantas estão se desenvolvendo bem. Tivemos um período bastante nublado e fechado, que dificultou a produção, mas agora o tempo normalizou um pouco”, afirma Calsing.
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Entre as espécies mais procuradas estão gazânia, tagete, celósia e alegria-de-jardim. Essas variedades apresentam maior resistência ao calor e ganham espaço durante a primavera.
Clima pode afetar produção e vendas
O produtor alerta que temperaturas extremas podem prejudicar as flores. O excesso de chuva e os períodos prolongados de céu nublado também exigem atenção, principalmente porque a umidade favorece o surgimento de fungos.
“Os extremos, tanto o frio quanto o calor, dificultam muito, porque as flores são sensíveis”, explica.
Calsing estima que sua produção tenha crescido entre 3% e 4% em relação ao ano passado. No entanto, ele considera que o resultado final ainda depende das condições climáticas durante a temporada.
“Se as chuvas forem muito intensas, vai atrapalhar o mercado. Se o tempo correr normalmente, será um ano muito bom, porque as pessoas estão plantando flores. Isso está na tradição, ainda mais na região”, afirma.
Pareci Novo concentra cerca de 60% da produção gaúcha de flores de forração, o que coloca o município em posição estratégica para abastecer diferentes regiões do Estado.
Custos pressionam o produtor
Além do clima, os custos de produção representam outro desafio para os agricultores. Calsing aponta a mão de obra como uma das principais despesas e destaca a dificuldade para encontrar trabalhadores.
“Um dos principais custos hoje na produção de flores é a mão de obra. Além de ser difícil de conseguir, encarece muito”, afirma.
O produtor também enfrenta custos com sementes e mudas. Como grande parte desses insumos vem do exterior, as oscilações de preços podem aumentar as despesas ao longo do ciclo produtivo.
Mesmo com essas dificuldades, Calsing observa crescimento do mercado nos últimos anos. Para ele, o maior acesso dos consumidores à informação também ajuda a ampliar o interesse pelas plantas e flores.
Com o apoio da família, o agricultor também cultiva suculentas, chás e temperos, além das flores de forração. Ele vende a produção para atacadistas da região, que distribuem as plantas para diferentes pontos do Rio Grande do Sul.
As plantas já estão em estágio avançado de desenvolvimento e próximas da distribuição. “A produção está muito bonita. A ideia é que dê uma safra boa e que tenha um aumento de produção”, afirma.