Resumo da notícia
- A produção brasileira de trigo na safra 2025/26 deve cair 27,1%, totalizando 5,74 milhões de toneladas, com redução na área plantada e produtividade, segundo a Conab.
- Apesar da menor oferta, o preço do pão francês não apresentou alta significativa, influenciado por queda nos preços da farinha e outros fatores econômicos.
- A Conab estima importações de 7,06 milhões de toneladas para suprir a demanda, enquanto o clima e a qualidade do trigo na Região Sul podem impactar o resultado final da safra.
A produção brasileira de trigo deve somar 5,74 milhões de toneladas na safra 2025/26, queda de 27,1% em relação ao ciclo anterior, segundo a Conab. Mesmo assim, a menor oferta ainda não provocou alta relevante no preço do pão francês.
A área plantada recuou 21,2%, enquanto a produtividade deve cair 7,5%, para 2.978 quilos por hectare. Por isso, a Conab estima importações de 7,06 milhões de toneladas para atender à demanda brasileira.
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Menor safra aumenta dependência externa
O cenário de mercado desestimulou o plantio. No Paraná, o indicador Cepea/Esalq registrava R$ 1.456,52 por tonelada em 3 de setembro.
Além disso, o excesso de chuva já provocou problemas pontuais nas lavouras de trigo da Região Sul, segundo a Conab. A colheita começou, mas ainda não terminou.
Por isso, o clima das próximas semanas e a qualidade do cereal serão importantes para o resultado final da safra.
Preço do pão ainda não reage
Até agora, os preços ao consumidor não mostram uma alta relevante provocada diretamente pela menor produção. A farinha de trigo acumulou queda no ano e em 12 meses, enquanto o pão francês registrou alta moderada nesses períodos.
Para o economista Felippe Serigati, da FGV Agro, os dados do IPCA ainda não indicam uma pressão da safra sobre o preço do pão.
O especialista, porém, chama atenção para a qualidade do trigo. As chuvas no Sul podem afetar o cereal e dificultar a absorção de parte da produção pelos moinhos.
O que pode acontecer com o pão
A queda de 27,1% na produção não significa que o pão ficará 27,1% mais caro. O preço também depende da farinha, do câmbio, das importações, da energia e dos custos das padarias.
Ainda assim, a menor oferta nacional aumenta a importância das compras externas. A Conab estima importações de 7,06 milhões de toneladas na safra.
Assim, os próximos dados da colheita serão decisivos para mostrar se a redução da produção terá impacto maior no mercado e no preço do pão francês.