Resumo da notícia
- O Brasil é o terceiro maior mercado mundial de saúde animal, com faturamento de US$ 1,68 bilhão em 2023, atrás apenas dos EUA e China, impulsionado pelo agronegócio e grande rebanho nacional.
- Com o maior rebanho bovino comercial do mundo e milhões de aves e suínos, o país demanda tecnologias avançadas para manter padrões elevados de sanidade e produtividade no setor.
- Líder na América Latina, o Brasil responde por dois terços do faturamento regional e tem forte crescimento no mercado pet, com cerca de 140 milhões de animais de companhia e investimentos crescentes em saúde.
O Brasil consolidou sua posição como terceiro maior mercado de saúde animal do mundo, com faturamento de US$ 1,68 bilhão em 2023. O país fica atrás apenas dos Estados Unidos, que lideram o ranking global, e da China, segundo dados do Health for Animals, entidade que representa desenvolvedores e fabricantes de produtos do setor.
O mercado brasileiro representa 6% do faturamento global de saúde animal, estimado em US$ 28 bilhões. O agronegócio nacional, que responde por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) e exporta cerca de US$ 150 bilhões anualmente, impulsiona o crescimento do setor.
Rebanho brasileiro sustenta demanda crescente
O país mantém o maior rebanho bovino comercial do mundo, com cerca de 200 milhões de cabeças. Além disso, criadores brasileiros abatem 1,6 bilhão de aves por ano e mantêm aproximadamente 45 milhões de suínos. Esses números impõem a necessidade de padrões elevados de sanidade e produtividade, o que sustenta a procura por vacinas, medicamentos e soluções veterinárias de ponta.
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A demanda por tecnologias avançadas cresce à medida que produtores ainda pouco tecnificados adotam novas soluções. Especialistas projetam crescimento sustentável para os próximos anos, impulsionado por essa modernização do campo.
Liderança na América Latina
O Brasil lidera o mercado de saúde animal na América Latina e representa aproximadamente dois terços do faturamento regional, que alcançou US$ 3,3 bilhões em 2023. “O crescimento no mercado latino-americano, de 16,7% em relação a 2022, é impulsionado pelo protagonismo brasileiro”, afirma Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal), parceiro do Health for Animals.
O mercado de animais de companhia contribui significativamente para o avanço da saúde animal no país. Nos centros urbanos brasileiros, cães e gatos ocupam espaço cada vez mais importante no cotidiano das famílias, o que se reflete no aumento contínuo dos investimentos em saúde e bem-estar animal.

Com aproximadamente 140 milhões de pets, o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores mercados globais de animais de companhia. Fica atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. Tutores investem cada vez mais em serviços veterinários, ações preventivas, vacinação, medicamentos e atendimentos especializados, o que consolida o segmento como um dos mais dinâmicos da indústria.
“A saúde animal é uma engrenagem fundamental tanto para o agronegócio como para o mercado pet. Os dois segmentos exigem cada vez mais qualidade e inovação e isso se reflete na busca por medicamentos que atendam a essas expectativas”, diz Salani.








