Resumo da notícia
- Um par de capivaras foi flagrado em aparente "namoro" no campus da UFRRJ, mas especialistas explicam que o comportamento é um ritual de acasalamento típico da espécie, realizado geralmente na água.
- Capivaras, os maiores roedores do mundo, vivem em grupos sociais e são comuns em áreas urbanas brasileiras, facilitando registros que viralizam nas redes sociais, como o caso recente na UFRRJ.
- A popularidade das capivaras cresceu desde 2020, tornando-se símbolo de calma e paz nas redes sociais, mas especialistas alertam que são animais silvestres e não devem ser mantidas como pets.
Um par de capivaras protagonizou uma cena que mistura natureza e romance nesta quarta-feira no campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica, na Baixada Fluminense. O flagrante foi feito pela estudante de medicina veterinária Flaviana Finotti, que registrou os animais em aparente “namoro” às margens de um dos lagos da instituição.
Apesar do apelo afetivo das imagens, especialistas explicam que o que parece um momento de carinho é, na verdade, um ritual de acasalamento. O comportamento reprodutivo das capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) é bastante direto: o macho rastreia e segue a fêmea no período do cio até que ocorra a cópula, que costuma acontecer dentro da água, um ambiente em que o animal se sente mais protegido e seguro. O contato físico próximo, com um animal encostado ou parcialmente sobre o outro, é característica típica desse momento.
Nativa da América do Sul, a capivara é o maior roedor do planeta, podendo pesar até 65 quilos e atingir 1,3 metro de comprimento. Altamente social, vive em grupos de 10 a 20 indivíduos às margens de rios, lagos e áreas alagadas. No Brasil, é comum encontrá-las em parques urbanos, campi universitários e até beiras de estradas. O que facilita os registros que abastecem as redes sociais diariamente.
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A febre capivara que tomou o mundo
O episódio da UFRRJ chega em um momento em que as capivaras são uma das maiores sensações globais da internet. A popularidade do animal começou em 2020 e, desde a pandemia da Covid-19, cresceu de forma exponencial. Em 2023, a espécie viveu seu auge, mas o Google Trends ainda aponta alto índice de buscas por capivaras até hoje.

O amor pelas capivaras é considerado uma das primeiras tendências da Geração Alpha (nascidos a partir de 2010), e a febre representa também uma oportunidade de despertar a consciência ambiental sobre a espécie.
Para especialistas em comportamento digital, o fenômeno tem explicação. Em um mundo onde o estresse parece ser a norma e a pressão por produtividade nunca foi tão alta, as capivaras surgem como um antídoto visual: com sua atitude relaxada, tornaram-se um símbolo de paz e calma nas redes sociais. Sua popularidade está ligada à psicologia do consumidor; são animais relaxados, adoráveis e transmitem boa energia, o que os torna protagonistas do marketing emocional nas plataformas digitais.
Um detalhe importante: apesar de aparentemente dóceis, as capivaras são animais silvestres. A recomendação dos especialistas é clara; elas não devem ser criadas como pets, pois precisam de espaços amplos para correr, nadar e conviver com outros indivíduos da espécie.