Resumo da notícia
- A queda do rebanho bovino nos EUA para 86,2 milhões de cabeças em 2026, o menor em 75 anos, limita a oferta e pressiona os preços da carne bovina no mercado interno.
- Redução em vacas de corte, safra de bezerros e animais em confinamento diminui a reposição para abate, mantendo a indústria sob forte pressão.
- Restrições sanitárias e retomada controlada das importações do México impactam o fluxo para frigoríficos, elevando preços e podendo alterar o comércio internacional.
A carne bovina nos Estados Unidos vive um cenário de alta persistente, sustentado por uma combinação de oferta apertada e restrições sanitárias. O USDA informou que o rebanho norte-americano caiu para 86,2 milhões de cabeças em 1º de janeiro de 2026, o menor patamar em 75 anos.
A redução do plantel limita a reposição de animais para abate e mantém a indústria sob pressão. No mesmo relatório, o governo americano apontou 27,6 milhões de vacas de corte. Uma queda de 1% ante o ano anterior, além de um recuo de 2% na safra de bezerros e de 3% nos animais em confinamento.
As restrições sanitárias também pesaram sobre a oferta. Em fevereiro de 2025, o USDA retomou as importações de gado e bisões do México sob um novo protocolo, depois de suspender os embarques em novembro de 2024 por causa da deteção de New World screwworm no sul do país vizinho.
- Noruega embarca 300 quilos de peixe para a Copa e destaca produção aquícola
- Governo amplia cota da pesca da tainha em SC
Na prática, esse ambiente reduz o fluxo de animais para os frigoríficos e sustenta a valorização da carne ao longo da cadeia. O resultado aparece no bolso do consumidor e reforça a possibilidade de mudanças nos fluxos internacionais de carne e gado, com impacto direto sobre comércio, consumo e preços.








