Precipitações atrasam a colheita, reduzem a oferta e sustentam reação das cotações no mercado
Colheita de café arábica avança 40% no Cerrado Mineiro. Mas Expocacer alerta para chuvas que podem atrasar a pós-colheita.
Foto: Diego Vargas/Seapa MG

Os preços do café arábica reagiram na segunda semana de junho após um período de forte queda. O movimento ocorreu devido às chuvas nas principais regiões produtoras do país. Segundo pesquisadores do Cepea, as cotações recuaram no início do mês com o avanço da colheita da safra 2026/27. No entanto, os preços voltaram a subir a partir do dia 10.

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As chuvas dificultaram os trabalhos no campo e reduziram pontualmente a oferta da variedade. Como resultado, o mercado registrou uma recuperação das cotações.

Chuvas preocupam os produtores

Além de atrasar a colheita, as precipitações podem comprometer a qualidade dos grãos. O cenário preocupa agentes do setor em um momento decisivo da safra. De acordo com o Cepea, estimativas oficiais apontam para uma produção recorde de café. Apesar disso, participantes do mercado relatam qualidade inferior dos grãos. Os agentes também observam peneiras menores em comparação com a temporada anterior. Esse fator pode influenciar a valorização dos lotes de melhor qualidade.

Café robusta mantém preços firmes

Enquanto o arábica oscila com as condições climáticas, o café robusta apresenta maior sustentação nos preços. Pesquisadores do Cepea atribuem esse comportamento às projeções de uma safra menor que a registrada no ciclo anterior. Com expectativa de oferta mais restrita, o robusta segue negociado em patamares mais firmes no mercado.

 

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