Imunizantes importados chegam ao mercado em meio à falta de oferta nacional e risco sanitário
Foto: Rodarte/Agro em Campo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) disponibilizou 3.133.524 doses de vacinas contra clostridioses no mercado brasileiro entre os dias 1º e 12 de junho de 2026. Todo o volume corresponde a produtos importados, reforçando a dependência externa diante da recente escassez desses imunizantes no país.

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A falta de vacinas contra clostridioses tem preocupado produtores rurais nos últimos meses, principalmente pela importância estratégica da imunização para a sanidade do rebanho bovino. As clostridioses são doenças infecciosas causadas por bactérias do gênero Clostridium, presentes no solo e no trato digestivo dos animais. Elas podem provocar quadros graves, como carbúnculo sintomático (manqueira), enterotoxemia e tétano, com alta taxa de mortalidade.

Prevenção

A vacinação é a principal ferramenta de prevenção contra essas enfermidades, reduzindo perdas econômicas e garantindo maior produtividade na pecuária. Sem a imunização adequada, o risco de surtos aumenta, especialmente em sistemas intensivos e durante períodos de estresse animal.

Diante da redução na oferta nacional, o Mapa intensificou ações para regularizar o abastecimento. O ministério atua diretamente com a indústria de insumos veterinários para ampliar a produção interna, além de viabilizar a importação emergencial de vacinas. Também tem acelerado os processos de fiscalização e liberação dos produtos no país.

A entrada dessas mais de 3,1 milhões de doses representa um alívio parcial para o setor, mas o cenário ainda exige atenção. Especialistas alertam que a regularidade no fornecimento será essencial para evitar impactos sanitários e econômicos na pecuária brasileira ao longo de 2026.

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