Ação intensifica o combate à pesca predatória durante o período de defeso no Acre
Foto: Divulgação/Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensificou as ações de fiscalização contra a pesca ilegal no Acre. Na última quinta-feira (26), o órgão realizou uma operação nos rios Moa e Juruá, no município de Cruzeiro do Sul, atendendo a um pedido do Ministério Público do Estado (MPAC) sobre possíveis práticas predatórias durante o período do defeso.

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A Operação Rios Federais, conduzida em parceria com o Comando de Operações Especiais da Polícia Militar do Acre, resultou na apreensão de 67 redes de pesca, algumas com até 50 metros de comprimento. Durante a ação, foram lavrados autos de infração por pesca irregular.

Multas e penalidades

As sanções para esse tipo de prática variam de R$ 700 a R$ 100 mil, conforme o Decreto nº 6.514/2008, além da apreensão de todos os materiais utilizados. O objetivo é coibir atividades que comprometem o equilíbrio ambiental e a reprodução dos peixes durante o defeso.

Segundo Arlan Hudson, chefe da divisão de Proteção Ambiental do Ibama no Acre e coordenador da operação, a fiscalização é fundamental para garantir a conservação da fauna aquática.

“Sem ações como esta, corremos o risco de comprometer espécies fundamentais para o equilíbrio da Amazônia”, afirmou.

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Período de defeso e regras de pesca

No Acre, o período de defeso ocorre entre 15 de novembro e 15 de março. É quando a pesca comercial é suspensa para permitir a reprodução dos peixes e preservar a biodiversidade dos rios amazônicos. Nesse período, é permitida apenas a pesca de subsistência, feita com linha de mão, vara, linha e anzol. Mas exclusivamente para consumo próprio.

Pescadores profissionais e amadores que atuam dentro das regras podem solicitar o auxílio-defeso. O benefício pago pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para garantir o sustento durante a suspensão da atividade pesqueira.