Resumo da notícia
- Os preços do trigo no Brasil seguem em alta devido à reposição de estoques e oferta limitada no mercado spot, mesmo com dólar mais fraco e queda nas cotações internacionais.
- Durante a entressafra, a baixa disponibilidade e a postura retraída dos vendedores, que priorizam a safra de verão, pressionam ainda mais os preços internos do trigo.
- No segmento de derivados, o farelo de trigo cai por aumento da oferta e menor demanda, enquanto as farinhas valorizam, sustentadas pelo custo da matéria-prima e dificuldades logísticas no transporte.
Os preços do trigo seguem em alta no Brasil, mesmo com quedas no mercado externo. Além disso, o dólar mais fraco frente ao real não impede o avanço interno. Segundo o Cepea, a reposição de estoques impulsiona os preços no país. Ao mesmo tempo, a oferta limitada no mercado spot reforça o movimento.
Durante a entressafra, a disponibilidade reduzida pressiona ainda mais as cotações. Além disso, vendedores mantêm postura retraída e priorizam a safra de verão.
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No cenário internacional, as cotações futuras recuam nas bolsas norte-americanas. Esse movimento ocorre devido ao aumento dos estoques globais. Além disso, chuvas recentes nas Grandes Planícies do sul dos Estados Unidos influenciam o mercado externo.
Derivados
No segmento de derivados, o farelo de trigo registra queda nos preços. O aumento da oferta e a menor demanda explicam esse recuo.
Os consumidores já abastecidos reduzem compras e buscam substitutos na ração animal. Com isso, os preços seguem pressionados. Por outro lado, as farinhas de trigo apresentam valorização no período. O encarecimento da matéria-prima sustenta esse avanço.
Além disso, a necessidade de reposição contribui para a alta dos preços das farinhas. Moinhos também enfrentam dificuldades logísticas no transporte. A colheita da soja limita a disponibilidade de frete, segundo o Cepea.