Alta em setembro leva a cotação média do frango acima da carcaça suína, com demanda interna maior, exportações firmes e oferta mais ajustada
frango
Foto: Divulgação - Portal Gov.br

Frango resfriado superou a carne suína na cotação média da parcial de setembro, em uma inversão que o mercado não registrava desde junho de 2004. O dado do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) considera a comparação entre o frango resfriado e a carcaça suína especial.

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A mudança ocorre em um momento de recuperação das vendas de carne de frango. Segundo pesquisadores do Cepea, a demanda interna maior, o bom desempenho das exportações e a oferta doméstica mais ajustada sustentaram a alta dos preços neste mês.

No mercado paulista, a diferença também apareceu nas cotações diárias. Em 24 de setembro, o frango resfriado alcançou R$ 8,30 por quilo na Grande São Paulo, enquanto a carcaça suína especial ficou em R$ 8,12 por quilo.

Esses valores representam apenas as cotações daquele dia. A marca histórica apontada pelo Cepea, porém, considera a média da parcial de setembro e a série histórica iniciada em janeiro de 2004.

Frango ganha força com aumento das vendas

Agentes consultados pelo Cepea apontam setembro como o melhor período do ano em volume de vendas de carne de frango. O resultado contrasta com os meses anteriores, quando o mercado enfrentou demanda mais fraca e oferta elevada no atacado paulista.

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Agora, a combinação entre maior procura, exportações e oferta mais ajustada favorece a recuperação das cotações. Esse movimento levou a proteína avícola a ultrapassar a cotação média da carcaça suína especial.

A alta também aparece na comparação mensal. Até 24 de setembro, o indicador do frango resfriado acumulava avanço de 13,85%, enquanto a carcaça suína especial subia 11,08% no mês.

Diferença entre frango e suíno chama atenção

A inversão não significa que os preços dos suínos estejam em queda. Pelo contrário, a carcaça suína também registra valorização em setembro. A diferença está no ritmo de alta das duas proteínas.

Para produtores, frigoríficos e demais agentes das cadeias de aves e suínos, o movimento merece acompanhamento porque altera a relação de preços entre produtos que disputam espaço no consumo de proteínas animais.

Nas próximas semanas, o comportamento da demanda interna, das exportações e da oferta será determinante para definir a trajetória das cotações. Por enquanto, a série histórica do Cepea registra uma mudança que não aparecia no mercado desde 2004.