Já o milho tem preços sustentados, apesar de baixa liquidez
Soja e carne bovina impulsionam exportações de Goiás. Estado registra superávit de US$ 4,21 bilhões no primeiro semestre de 2026.
Foto: Embrapa/Danilo Estevão

A alta dos preços da soja foi interrompida no Brasil na última semana. O movimento refletiu a queda das cotações no mercado internacional. A maior oferta na América do Sul pressionou os preços externos. Além disso, o mercado reagiu às expectativas de expansão da área nos Estados Unidos.

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Segundo os pesquisadores do Cepea, o Brasil acompanhou a tendência externa. A desvalorização do dólar frente ao Real intensificou a queda interna.  Até então, os preços da soja estavam firmes no país. O conflito no Oriente Médio e a valorização do óleo sustentavam os valores.

Óleo e farelo de soja

No mercado doméstico, o óleo de soja segue em alta.  Os preços operam nos mesmos patamares registrados em novembro do ano passado. A demanda aquecida para biodiesel impulsiona o derivado no Brasil. Com isso, o óleo mantém valorização mesmo com a queda do grão.

Por outro lado, o farelo de soja continua em trajetória de baixa. Consumidores relatam estoques suficientes até meados de abril. Assim, esses agentes evitam novas compras no curto prazo. Eles também aguardam preços mais baixos nas próximas semanas.

A maior demanda por óleo pode elevar a oferta de farelo. Esse cenário tende a pressionar ainda mais as cotações do derivado. Para cada tonelada de soja processada, a indústria gera subprodutos relevantes. O volume inclui cerca de 190 quilos de óleo e 780 quilos de farelo.

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Milho

No mercado de milho, o cenário foi de sustentação nos preços. O ambiente externo incerto influenciou o comportamento dos agentes. A volatilidade do petróleo e o frete mais caro afetaram as negociações. Diante disso, vendedores se afastaram do mercado spot.

Com menor oferta, os negócios ocorreram de forma limitada. Os preços registraram apenas pequenas variações ao longo da semana. Em Campinas, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa voltou a se sustentar. Na semana anterior, o indicador havia registrado queda.

No campo, o clima favoreceu o avanço da colheita da primeira safra. Além disso, produtores intensificaram a semeadura da segunda safra. No cenário internacional, os preços do milho recuaram. O movimento refletiu especulações sobre o conflito no Irã. A possível redução das tensões pressionou o petróleo. Consequentemente, os valores do milho também caíram, especialmente no dia 1º.