Resumo da notícia
- O Instituto de Pesca amplia pesquisas com tanques-rede de grande volume para criar tilápias de forma sustentável e eficiente em reservatórios, promovendo alta produtividade e menor impacto ambiental.
- Mais de 70 tanques-rede são monitorados mensalmente em Água Vermelha, com análises da qualidade da água que confirmam condições ideais para a piscicultura, garantindo estabilidade ambiental e saúde dos peixes.
- Em 2026, o Instituto iniciará um novo projeto no reservatório de Itaipu, ampliando o uso de tecnologias sustentáveis e fortalecendo a aquicultura nacional com inovação e competitividade.
O Instituto de Pesca (IP-Apta), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, amplia as pesquisas sobre o uso de tanques-rede de grande volume na piscicultura continental, com foco na sustentabilidade e na eficiência produtiva da criação de tilápias.
Desde 2017, a Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento do Pescado Continental, em São José do Rio Preto (SP), conduz os estudos em parceria com a Fisher Piscicultura Água Vermelha. Os testes ocorrem no reservatório de Água Vermelha, onde os tanques-rede funcionam em estrutura comercial, enquanto as análises de qualidade da água e desempenho dos peixes são realizadas nos laboratórios do Instituto.
Estruturas flutuantes sustentáveis
Os tanques-rede de grande volume consistem em estruturas flutuantes de materiais duráveis, como duralumínio e telas de aço inox, ideais para o cultivo intensivo de peixes. Podem ser instalados em reservatórios de hidrelétricas, lagos e outros ambientes com grande circulação de água.
- Seletiva de montaria em touros busca novos talentos no Brasil
- Produção paulista de tilápia cresce 4% e alcança 54 mil toneladas em 2025
Entre as vantagens estão a alta produtividade, o melhor aproveitamento do fluxo natural, a facilidade de manejo e despesca e a redução de impactos ambientais. O sistema ainda permite cultivo escalonado e flexibilidade operacional, o que favorece a produção contínua ao longo do ano.
Monitoramento de qualidade e desempenho
O Instituto de Pesca monitora mais de 70 tanques-rede, cada um com 450 m³, que abrigam cerca de 2,1 milhões de tilápias. As coletas de dados ocorrem mensalmente em três pontos do reservatório: a montante, no centro e a jusante da área de cultivo.
Os pesquisadores medem variáveis como temperatura da água, oxigênio dissolvido, pH, turbidez, condutividade elétrica e transparência. Além de nutrientes e compostos nitrogenados (fósforo total, nitrito, nitrato e amônia). As análises laboratoriais confirmaram que os índices se mantêm dentro dos padrões adequados à piscicultura, conforme as resoluções CONAMA nº 375/2005 e 413/2009.
De acordo com os resultados, a qualidade da água apresenta variações naturais ligadas ao clima e ao nível do reservatório, mas sem diferenças significativas entre os pontos monitorados. As correntes naturais do local ajudam na dispersão e renovação da água, favorecendo a estabilidade ambiental.
Expansão da pesquisa
Para a pesquisadora Daniela Castellani, responsável pelo estudo, as pesquisas do Instituto de Pesca demonstram o potencial da ciência aplicada em fortalecer a aquicultura nacional. “O trabalho promove inovação, sustentabilidade e competitividade no setor”, afirma.
Em 2026, o Instituto iniciará um novo projeto com tanques-rede de grande volume no reservatório de Itaipu. Portanto, ampliando a pesquisa e impulsionando o uso de tecnologias sustentáveis na piscicultura brasileira.








