Resumo da notícia
- Temporal com chuva intensa, granizo e ventos fortes causou danos em lavouras, estufas e pomares em pelo menos cinco cidades da região de Ribeirão Preto, com Taquaritinga sendo a mais afetada.
- O temporal isolou Guariba, dificultando o acesso das equipes para levantamento dos prejuízos, que ainda estão sendo apurados pela Secretaria de Agricultura de São Paulo.
- Técnicos da Secretaria mobilizam equipes para avaliar os danos e estudam a criação de linha de crédito emergencial para auxiliar os produtores rurais afetados pelo desastre.
Um forte temporal atingiu na última sexta-feira (24) diversos municípios da região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e deixou um rastro de destruição em propriedades rurais. Chuva intensa, granizo e rajadas de vento castigaram lavouras, estufas e pomares, além de comprometer estruturas de produção em pelo menos cinco cidades da região.
Entre os municípios afetados, Taquaritinga registra até o momento o quadro mais grave. Produtores relatam perdas em estufas, lavouras e pomares, além de danos a estruturas dentro das propriedades. Só nesse município, técnicos já contataram mais de 20 produtores para levantar a extensão dos prejuízos.
- Trigo gaúcho enfrenta risco de doenças após chuvas recordes em julho
- Anvisa recolhe ricota Vaidosa e amplia lista de produtos proibidos em julho
O temporal também isolou o município de Guariba. Os estragos provocados pela tempestade dificultam o acesso de equipes à região, e por isso o balanço completo dos danos no município ainda não está disponível. A apuração de dados segue em andamento conforme as condições de acesso melhoram.
Cana, amendoim e citros entre as culturas atingidas
Além de Taquaritinga, o temporal também afetou canaviais e estoques de amendoim nas regiões de Ribeirão Preto e Jaboticabal. Levantamentos preliminares apontam ainda perdas em citros, goiaba, manga, abacate, feijão, girassol e hortaliças em diferentes propriedades da região.
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado ainda não fechou os números totais de hectares atingidos nem uma estimativa financeira dos prejuízos. Segundo o órgão, a extensão completa dos danos segue em apuração.
Produtores relatam momento de apreensão
“Quem é produtor rural sabe o que é olhar para a lavoura depois de uma tempestade dessas e tentar entender o tamanho do prejuízo. É um momento de muita preocupação para quem trabalha e vive da produção”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, sobre a situação enfrentada pelos agricultores da região.
A Secretaria de Agricultura mobilizou 21 técnicos da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) para percorrer as propriedades atingidas. Treze profissionais atuam pela regional de Ribeirão Preto e oito pela regional de Jaboticabal, com apoio de mais três pessoas na consolidação das informações coletadas em campo.
As equipes cruzam dados obtidos diretamente com produtores, Casas da Agricultura, prefeituras, Defesas Civis, sindicatos, cooperativas, associações, usinas e empresas do setor para montar o panorama dos estragos.
Produtores rurais atingidos pelo temporal podem registrar os danos em lavouras, pastagens, criações, máquinas e infraestrutura por meio de um formulário eletrônico disponibilizado pela CATI.
Governo avalia linha de crédito emergencial
Enquanto as vistorias avançam, técnicos da Secretaria trabalham na consolidação de informações que poderão embasar uma linha de crédito emergencial pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). O órgão também avalia outras alternativas de apoio, como a prorrogação de parcelas de financiamentos e mecanismos para recuperação de estruturas danificadas.
Para agroindústrias atingidas pelo temporal, a Secretaria deve avaliar, em conjunto com a Desenvolve SP, medidas específicas de apoio.
O levantamento de danos segue em andamento e deve ser atualizado à medida que as vistorias avançam nos municípios afetados.








