Resumo da notícia
- Os preços do feijão avançaram com força em janeiro, especialmente o feijão preto e carioca de melhor qualidade, devido à restrição de oferta e produção menor que a de 2025.
- A colheita lenta da primeira safra, atrasada por interferências climáticas, reduziu a oferta no mercado interno, pressionando ainda mais os valores, principalmente no Sul do Brasil.
- A valorização do feijão carioca foi a maior dos últimos quatro meses, enquanto o feijão preto teve a variação mais intensa desde setembro de 2024, invertendo a tendência de queda do ano passado.
Os preços do feijão avançaram com força no fim de janeiro. O movimento ocorreu em quase todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. O feijão preto e o carioca de melhor qualidade lideraram as altas.
A restrição de oferta impulsionou as cotações no mercado interno. A colheita lenta da primeira safra também pressionou os valores. A produção menor em relação a 2025 reforçou o cenário altista. O problema afeta especialmente os estados do Sul do Brasil.
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No balanço do mês, o feijão carioca teve forte valorização. A média mensal registrou a maior alta dos últimos quatro meses. O feijão preto apresentou a variação mais intensa da série. O Cepea iniciou esse levantamento em setembro de 2024. Os pesquisadores comparam o quadro atual ao de janeiro passado. Naquele período, os preços do feijão mostraram retração. Agora, o mercado segue direção oposta e registra disparada.
Dentro da porteira
No campo, produtores enfrentam dificuldades na colheita nacional. Interferências climáticas atrasam os trabalhos em várias regiões. A Conab acompanha o ritmo da safra em todo o país. Até o dia 24, a colheita alcançou 28,3% da área. No ano passado, o índice atingiu 39% no mesmo período. A média dos últimos cinco anos chegou a 38,1%. O atraso reduz a oferta disponível no mercado brasileiro. Com menos produto, compradores disputam lotes de melhor qualidade. Esse cenário sustenta a alta dos preços do feijão.